Ismael Alves – O mundo assistiu, a partir de 2023, ao que se tornou o conflito mais sangrento da atualidade. Os protagonistas foram Israel e o grupo islâmico Hamas. O capítulo mais intenso dessa guerra começou em 7 de outubro de 2023, quando o Hamas promoveu um ataque terrorista de proporções inéditas, invadindo repentinamente o território israelense por terra, ar e mar. O resultado foi um violento derramamento de sangue: cerca de 1.200 pessoas foram mortas em Israel, entre civis, crianças e idosos, em uma barbárie que chocou o planeta e reavivou traumas históricos.
A resposta israelense veio com o peso de um dos exércitos mais poderosos do mundo, lançando uma ofensiva de larga escala contra a Faixa de Gaza. A reação foi fulminante e contínua, marcada por bombardeios aéreos, incursões terrestres e combates urbanos intensos. E, assim como inocentes morreram em solo israelense, em Gaza a tragédia humanitária se multiplicou, resultado também do modus operandi do terrorismo, que utiliza áreas civis como abrigo e escudo humano, covardemente violando as convenções de guerra.
Ao longo do conflito, até o acordo de paz firmado nesta semana com mediação direta dos Estados Unidos, sob a intervenção pessoal do ex-presidente Donald Trump, o número de mortos na Faixa de Gaza ultrapassou 67 mil pessoas, incluindo civis e combatentes. Aponta-se que, destes, entre 8.900 e 9.000 seriam integrantes de grupos armados, segundo estimativas independentes.
Do lado israelense, somando as 1.200 vítimas do ataque terrorista de 2023 e as baixas militares ao longo do conflito, o total de mortos chega a aproximadamente 2.100 pessoas, incluindo cerca de 900 soldados.
Para cada israelense morto desde o início do conflito, cerca de 32 palestinos perderam a vida na resposta de Israel em Gaza.
A guerra entre Israel e o Hamas entrou para a história como um dos capítulos mais brutais do século. Um conflito que poderia não ter existido, não fosse o ataque calculado do Hamas, que rompeu a tênue paz e reacendeu o ciclo da destruição. A ofensiva israelense, com toda a sua potência e severidade, nasceu de uma realidade incontornável: dizimar o inimigo ou ser dizimado. O preço da sobrevivência foi alto, e o mundo, mais uma vez, assistiu à devastação que o terrorismo é capaz de provocar, de forma direta e indireta.














