
Ismael Alves – O governo brasileiro manifestou forte preocupação com a escalada de violência no Oriente Médio após o ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel contra o território iraniano neste sábado (28). Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores classificou a ofensiva como um agravante crítico para a instabilidade na região, sublinhando o risco iminente à paz global e à segurança de civis.
A diplomacia brasileira reforçou que o caminho das negociações, defendido historicamente pelo país, vinha sendo trilhado antes do início das hostilidades. O comunicado do Itamaraty faz um apelo direto para que as partes envolvidas respeitem as normas do Direito Internacional e exerçam contenção para evitar que o conflito atinja proporções irreversíveis.
Operação Fúria Épica atinge centros de poder em Teerã
Batizada por Washington como “Operação Fúria Épica”, a incursão militar liderada pelo presidente Donald Trump teve como foco neutralizar o programa nuclear e as capacidades militares estratégicas do regime iraniano. Com o suporte de Israel, bombardeios de grande envergadura foram registrados em cidades-chave como Tabriz, Isfahã e na capital, Teerã.
Informações preliminares apontam que as explosões atingiram áreas de alta relevância política, incluindo as proximidades do gabinete do presidente Masoud Pezeshkian e da residência do aiatolá Ali Khamenei. Enquanto o governo americano oferece imunidade aos militares iranianos que se renderem, fontes locais confirmam a morte de comandantes da Guarda Revolucionária durante as ações coordenadas.
Retaliação iraniana e monitoramento de brasileiros
A resposta de Teerã foi imediata. A Guarda Revolucionária confirmou o lançamento de mísseis e drones contra Israel e bases americanas instaladas em países vizinhos, como Bahrein e Kuwait. Relatos indicam que instalações da Quinta Frota dos EUA, no Bahrein, sofreram impactos, enquanto sirenes de alerta máximo foram acionadas em Tel Aviv e Jerusalém.
No Brasil, o Ministério das Relações Exteriores informou que as embaixadas na região acompanham de perto a evolução do conflito. A prioridade no momento é a assistência às comunidades brasileiras residentes nos países afetados. A orientação oficial é que os brasileiros permaneçam em locais seguros e sigam estritamente as diretrizes de segurança das autoridades locais até que a situação se estabilize.
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