
Ismael Alves – O cenário de conflito no Oriente Médio atingiu um novo patamar de gravidade neste domingo (1). Os Estados Unidos confirmaram a destruição do quartel-general do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC), em uma operação que busca a queda do governo iraniano. O governo americano reportou as primeiras mortes de seus militares desde o início da ofensiva no sábado (28), embora o Centro de Comando para o Oriente Médio não tenha detalhado a identidade ou o local das fatalidades.
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O presidente Donald Trump projetou que as operações militares devem se estender por cerca de quatro semanas. Em declaração ao jornal Daily Mail, o mandatário prometeu vingança pelas mortes dos soldados americanos. Embora tenha mencionado a possibilidade de conversar com líderes iranianos no futuro, Trump não estabeleceu prazos ou interlocutores, mantendo a pressão sobre Teerã após os bombardeios que vitimaram o líder supremo Ali Khamenei e a cúpula da Guarda Revolucionária.
Retaliação iraniana e impactos em Israel e no Golfo
A resposta de Teerã ocorreu por meio de ataques de grande escala contra Israel e países do Golfo que abrigam bases dos Estados Unidos. Em Israel, um prédio desmoronou em Bet Shemesh após o impacto direto de um míssil, resultando em nove mortes. Explosões também foram ouvidas em capitais como Dubai, Riade, Doha e Manama, com registros de vítimas nos Emirados Árabes Unidos e no Kuwait. Até o Sultanato de Omã, tradicional mediador regional, foi alvo de ataques pela primeira vez neste domingo.
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Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anunciou a mobilização de 100.000 reservistas e confirmou que a aviação intensificará os ataques sobre Teerã. O exército israelense afirma ter causado danos severos aos centros de comando e controle iranianos. Enquanto isso, a televisão estatal iraniana relatou bombardeios contra alvos civis, incluindo o hospital Gandhi.
Crise energética e bloqueio no Estreito de Ormuz
A instabilidade militar provocou o fechamento de fato do Estreito de Ormuz, anunciado pela Guarda Revolucionária. A passagem é vital para a economia global, sendo responsável pelo trânsito de 20% do petróleo mundial. Como reflexo imediato, empresas de navegação como Maersk e MSC suspenderam operações na região. Para conter a disparada nos preços, a Opep+, liderada por Arábia Saudita e Rússia, aprovou o aumento na produção em 206.000 barris diários para o mês de abril.
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A comunidade internacional observa o desenrolar do conflito com apreensão. A Otan já iniciou ajustes em suas forças na Europa para prevenir ameaças de drones e mísseis. Lideranças da União Europeia, França, Alemanha e Reino Unido reforçaram a prontidão para medidas defensivas, alertando que a região tem muito a perder com uma guerra prolongada. Internamente, o Irã vive um momento de incerteza sob o comando de um triunvirato, enquanto a população se divide entre manifestações governamentais e o pessimismo com o futuro do país.













