
Ismael Alves – A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), voltou a pedir desculpas nesta segunda-feira (21) após a repercussão de um vídeo gravado em 2025, no qual sugere que uma mulher fosse submetida a uma laqueadura sem saber do procedimento. A declaração veio durante participação da governadora em uma sabatina promovida pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de Pernambuco (Sindhospe), no Recife.
Ao comentar novamente o episódio, Raquel afirmou que se sentiu indignada consigo mesma ao rever a gravação. Segundo ela, tratou-se de uma fala equivocada e que não representa sua postura, sua atuação política ou a forma como se relaciona com as mulheres.
O vídeo veio a público no domingo (20), depois de ser divulgado pela coluna da jornalista Andreza Matais, do Metrópoles. A gravação havia sido feita em maio de 2025, durante uma agenda no Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco. No registro, Raquel ouve o relato sobre uma mulher que estaria grávida novamente depois de já ter vários filhos e afirma que deveria ser feita uma laqueadura. Na sequência, a governadora diz: “Mas faz sem ela saber”.
Raquel cita atuação voltada às mulheres e ao planejamento familiar
Durante a sabatina, Raquel também mencionou medidas associadas à sua trajetória pública e à gestão estadual, destacando iniciativas relacionadas à maternidade, à saúde da mulher, ao planejamento familiar e ao acesso à informação. Ela citou, entre outros pontos, ações realizadas quando foi deputada estadual e prefeita de Caruaru, além de políticas desenvolvidas durante o atual governo.
O episódio ocorre durante a campanha eleitoral de 2026 e passou a integrar o debate político em Pernambuco desde a divulgação da gravação. Em sua manifestação, Raquel também afirmou que a discussão sobre o caso não deveria substituir o debate sobre propostas para o Estado.
A legislação brasileira estabelece que a esterilização voluntária depende de manifestação expressa da vontade da pessoa em documento escrito, após o recebimento de informações sobre riscos, efeitos e alternativas. A Lei nº 9.263/1996 também prevê penalidades para a realização de esterilização cirúrgica em desacordo com as regras estabelecidas.













