Alteração devolve Marco Aurélio Filho à Câmara do Recife e repercute no caso que investiga a nomeação para vaga de procurador PCD
Ismael Alves – A política na capital pernambucana ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (2) com uma mudança feita pelo prefeito João Campos (PSB) no primeiro escalão da sua gestão. A saída de Marco Aurélio Filho da secretaria de Direitos Humanos e Juventude para voltar à Câmara Municipal do Recife desencadeou repercussões diretas na correlação de forças no Legislativo municipal.
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A movimentação administrativa tem origem em reações internas na Câmara após a assinatura do vereador Osmar Ricardo, presidente municipal do Partido dos Trabalhadores, em favor de um requerimento que assegurou as 13 assinaturas necessárias para o protocolo da chamada CPI do “fura fila”. A comissão busca investigar supostas irregularidades no concurso público para provimento do cargo de procurador do Município do Recife, especificamente a nomeação de um candidato para a vaga de procurador destinada a pessoas com deficiência (PCD) em circunstâncias consideradas atípicas por parte da oposição na Câmara.
O caso ficou conhecido como “fura fila” porque um candidato que havia concorrido na lista geral obteve a reclassificação administrativa para a lista de PcD anos após a homologação do certame e foi nomeado para a vaga destinada a pessoas com deficiência, em um processo que agora está sob investigação pelo colegiado.
O gesto de Osmar Ricardo, que integrava a base aliada do prefeito, provocou inquietação dentro da administração municipal e entre parlamentares da situação, e foi interpretado nos bastidores como um sinal de tensão interna em um ano marcado pela polarização entre João Campos e a governadora Raquel Lyra na corrida pelo governo do Estado.
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Não demorou para que a Prefeitura reagisse. Com a volta de Marco Aurélio Filho ao mandato de vereador, Osmar Ricardo, que não foi eleito em 2024 e ocupava a Câmara como suplente, retornou à condição de suplente, alterando a composição da bancada governista na Casa.
Também circula a informação de que Raquel Lyra atua para acomodar o agora aliado Osmar Ricardo. A especulação é de que ele poderá retornar à titularidade de um mandato na Câmara caso a vereadora Flávia de Nadeji (PV) seja convidada a integrar o Governo do Estado, conforme os rumores.
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O caso ficou conhecido como “fura fila” porque um candidato que havia concorrido na lista geral obteve a reclassificação administrativa para a lista de PcD anos após a homologação do certame e foi nomeado para a vaga destinada a pessoas com deficiência, em um processo que agora está sob investigação pelo colegiado.
O gesto de Osmar Ricardo, que integrava a base aliada do prefeito, provocou inquietação dentro da administração municipal e entre parlamentares da situação, e foi interpretado nos bastidores como um sinal de tensão interna em um ano marcado pela polarização entre João Campos e a governadora Raquel Lyra na corrida pelo governo do Estado.
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Também circula a informação de que Raquel Lyra atua para acomodar o agora aliado Osmar Ricardo. A especulação é de que ele poderá retornar à titularidade de um mandato na Câmara caso a vereadora Flávia de Nadeji (PV) seja convidada a integrar o Governo do Estado, conforme os rumores.











