
Ismael Alves – Os corredores da Câmara Municipal do Recife fervem com a informação de que o destino do vereador Eduardo Moura (Novo) está selado entre seus pares. Segundo apuração detalhada pelo Blog do Edmar Lyra, a maioria dos parlamentares já decidiu pela cassação do mandato de Moura, em um processo que deve seguir um rito escalonado de punições.
A estratégia inicial prevê um afastamento temporário de 120 dias das funções legislativas. No entanto, o desfecho final já é dado como certo: a perda definitiva do mandato. O estopim para a crise foi o episódio de quebra de decoro parlamentar durante uma sessão plenária, quando o vereador, em um gesto ofensivos, simulou chifres na cabeça do colega de bancada, o vereador Chico Kiko.
Inelegibilidade e o impacto nas eleições de 2026 e 2028
As consequências para Eduardo Moura vão muito além da saída imediata do legislativo municipal. Com a confirmação da cassação, o parlamentar deve se tornar inelegível por um período de dez anos. Esse cálculo considera os dois anos restantes do atual mandato somados aos oito anos de punição previstos pela Lei da Ficha Limpa.
Na prática, esse cenário retira Moura do tabuleiro eleitoral das próximas grandes disputas. A decisão da Câmara, se confirmada, impedirá o parlamentar de concorrer a uma vaga de deputado federal em 2026, bem como de disputar a Prefeitura do Recife em 2028, conforme já ventilado em veículos de comunicação da capital pernambucana.
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