
Ismael Alves – A ex-deputada federal Marília Arraes (SD) escolheu este domingo (01) para mandar um recado claro ao mundo político de Pernambuco: sua pré-candidatura ao Senado “não tem volta”. Em vídeo publicado em suas redes sociais, a parlamentar também selou a unidade do campo progressista ao reafirmar o apoio ao primo, João Campos (PSB), para o Governo do Estado, e ao presidente Lula (PT).
O movimento de Marília acontece em um momento de extrema fragilidade para um de seus principais concorrentes diretos à vaga na chapa oficial. A Operação Vassalos, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada, atingiu em cheio o grupo político liderado por Fernando Bezerra Coelho, tendo como um dos focos o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho. Embora Miguel tenha tentado demonstrar força ao reafirmar seu projeto, o desgaste é visível perante o eleitorado.
Fim das especulações
Até poucos dias, o destino de Marília era alvo de dúvidas. O anúncio de que sua irmã, a deputada federal Maria Arraes (SD), não buscaria a reeleição para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), foi lido por analistas como uma manobra para abrir caminho. O plano lógico seria o retorno de Marília à Câmara Federal, garantindo um mandato seguro por quatro anos.
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Entretanto, ao bater o pé na disputa majoritária e colar sua imagem à de João Campos e Lula, Marília mostra que está disposta ao risco. Ela entende que o cenário mudou: se antes o espaço na chapa governista parecia congestionado, hoje a liderança isolada de Marília em todas as pesquisas registradas neste ano torna seu nome um ativo difícil de ser ignorado.
O peso das pesquisas, o recall de 2022 e os riscos para 2026
A força de Marília Arraes não vem apenas do sobrenome ou do vácuo deixado pelos adversários. Após a derrota no segundo turno para Raquel Lyra em 2022, ela conseguiu manter um recall expressivo. O capital político acumulado a coloca como a favorita natural para a Casa Alta, servindo de contraponto ao momento de incerteza que atinge o grupo de Petrolina, enquanto na outra vaga o Senador Humberto Costa é tido como certo.
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Marília sabe que ficar oito anos sem mandato é um jogo perigoso. Contudo, a leitura do momento indica que ela prefere apostar na liderança das pesquisas do que em um recuo para a Câmara, embora tenha que encarar os riscos. Em 2022, Marília Arraes também viu seu nome liderando as pesquisas de intenção de voto para o Governo do Estado, mas não conseguiu sustentar a posição e perdeu as eleições para Raquel Lyra.
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