Ismael Alves – No início do mês de abril de 2022, Lula (PT), ainda na condição de então pré-candidato ao cargo de presidente da República, ganhou as manchetes ao dizer que a questão que motivou a guerra entre Rússia e Ucrânia “poderia ser resolvida no Brasil em uma mesa tomando cerveja”.
A afirmação rendeu críticas diversas, inclusive de quadros políticos como Ciro Gomes (PDT) e do próprio Jair Bolsonaro (PL), que na ocasião era presidente do país e pré-candidato à reeleição.
Passados menos de dois anos do ocorrido, Lula se vê diante da oportunidade de por em prática sua habilidade de misturar coisa muito séria com cerveja e mesa de bar, e de provar se realmente isso dá certo.
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, decidiu se apossar de um território denominado Essequibo, rico em petróleo e gás, pertence ao país vizinho, Guiana, que corresponde a 75% do seu tamanho. O déspota já assinou até decretos para “criar o estado venezuelano” em terras alheias, além de já ter produzido mapas com o novo território anexado.
O desaforo, claro, desencandeou reação da Guiana que, em conjunto com as forças armadas dos Estados Unidos da América, fizeram exercício militar na fronteira com a Venezuela, dando um claro recado que lutará pelo seu território.
Antes que uma nova guerra tenha início, principalmente no continente da América do Sul, envolvendo países fronteiriços com o Brasil, bem que o presidente Lula, amicíssimo de Maduro, poderia já ir pedindo a cerveja.














