
Ismael Alves – A reação da candidata ao Senado pela Frente Popular, Marília Arraes (PDT), ao anúncio de rompimento feito pelo deputado estadual Álvaro Porto (MDB) e por seu filho, o candidato a deputado federal Gabriel Porto (PSB), nesta sexta-feira (7), chamou atenção no meio político.
O racha tornado público pelo clã dos Portos foi acompanhado da afirmação de que “Pernambuco não pode ter uma senadora que não cumpra a palavra”. Apesar do tom contundente e da grande repercussão, Marília demonstrou frieza. Não negou a quebra de acordo, mas apenas resumiu a situação com a frase: “dois não brigam se um não quiser”.
Contudo, o pano de fundo do rompimento revela um desfecho no mínimo constrangedor. Isso porque a primeira suplência na chapa de Marília teria sido previamente acordada para Alvinho Porto, outro filho de Álvaro. O entendimento, segundo bastidores, foi firmado antes mesmo da oficialização da candidatura da pedetista pela Frente Popular.
Nos últimos dias, porém, Marília Arraes chegou a oferecer a primeira suplência ao ex-senador Fernando Bezerra Coelho. A tentativa afobada de articulação ocorreu em meio ao episódio, já superado, envolvendo Eduardo da Fonte e Miguel Coelho, em um momento de disputa pela vaga da Federação União Progressista ao Senado no palanque de Raquel Lyra. Fernando Bezerra Coelho, no entanto, recusou o convite.
Enquanto isso, o grupo liderado por Álvaro Porto acompanhava, de camarote, os desdobramentos, mas com crescente insatisfação e incredulidade. A ruptura se consolidou após a divulgação, por Marília, do ex-vereador do Cabo de Santo Agostinho, Abel Neto (PSB), como seu escolhido para a primeira suplência, atropelando as tratativas firmadas com os Portos.
Em nota publicada pelo Blog Dellas, a candidata amenizou o impacto do rompimento provocado: “É um direito a escolha de Álvaro e Gabriel e faz parte da democracia. Desejo boa sorte a eles na eleição. Nosso foco agora é unir pessoas e trabalhar para mudar Pernambuco”.










