
Ismael Alves – A presença do deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) no palanque da governadora Raquel Lyra (PSD), como pré-candidato ao Senado, tem sido alvo de questionamentos por parte de uma ala do campo progressista. No entanto, para o parlamentar, não há qualquer controvérsia ideológica na aliança.
Gadêlha sustenta que a composição é coerente com sua trajetória, rebatendo as teses de setores da esquerda que apontam um suposto distanciamento de suas bases.
A explicação para o apoio é clara e fundamentada em uma leitura que o deputado defende há tempos. Para Túlio, embora a governadora abrigue em sua gestão figuras ligadas ao bolsonarismo, ela própria nunca adotou uma postura de direita ou alinhada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Resgate de posicionamento e análise sobre índices de rejeição
Essa narrativa não é criada para acomodar sua posição política. Ainda em 2024, quando era pré-candidato à Prefeitura do Recife, Túlio Gadêlha afirmou em entrevista ao portal Metrópoles que Raquel jamais foi bolsonarista.
Na ocasião, o deputado foi além na análise política, atribuindo a responsabilidade pelos índices de rejeição da governadora justamente aos quadros políticos de direita que a cercam e às heranças deixadas por governos anteriores.
Com essa linha de defesa, Gadêlha busca conquistar seu espaço na chapa majoritária de 2026, desarmando as críticas internas do campo da esquerda.
Ao separar a figura da governadora das alianças partidárias mais conservadoras, o deputado sustenta uma pré-candidatura ao Senado que una o apoio palaciano sem abdicar do seu histórico de atuação no campo progressista.










