
Ismael Alves – A composição do palanque da governadora Raquel Lyra (PSD) para 2026 começa a enfrentar turbulências em sua base de apoio. Parte do eleitorado de direita que caminha com a gestora tem demonstrado forte desaprovação à pré-candidatura de Túlio Gadêlha ao Senado.
O parlamentar, conhecido pelo tom combativo contra o conservadorismo, afirma ter o aval do governo Lula (PT) para integrar a chapa.
Para o eleitorado conservador, que na ausência de um palanque majoritário de direita vê em Raquel a opção viável contra o bloco declaradamente de esquerda de João Campos (PSB), a presença de Gadêlha é vista como uma incoerência ideológica.
Esse movimento tem provocado um desgaste natural na imagem da aliança, especialmente entre aqueles que rechaçam as pautas defendidas pelo deputado federal que sempre se dirigiu aos apoiadores de Bolsonaro como “bolsominions”.
Cenário acende alerta no PT
A presença de Túlio no xadrez majoritário também provoca calafrios na esquerda tradicional. Estrategistas do PT temem que Gadêlha provoque uma “desidratação” nos votos de Humberto Costa, que já enfrenta o desgaste natural de anos no cargo. O risco é que o senador não consiga acompanhar o ritmo de votação de Marília Arraes (PDT), que lidera com folga todos os cenários para o Senado até o momento.
Este cenário de indefinição é corroborado pelos números. Levantamento recente da Real Time Big Data indica que, enquanto a primeira vaga parece consolidada com Marília, a segunda cadeira para o Senado segue em aberto.
A pesquisa aponta uma tendência de crescimento para nomes com viés de centro e direita, como Miguel Coelho (União Brasil) e Anderson Ferreira (PL), sugerindo que o eleitor pernambucano pode buscar um contrapeso ideológico na chapa majoritária.











