
Diálogo pela unificação da oposição de Cortês promete mexer no tabuleiro político do município
Ismael Alves – Desde as eleições de 2020 em Cortês, a divisão do campo oposicionista tem influenciado diretamente no resultado das urnas. Naquele pleito, Fátima Borba, ainda no Republicanos e hoje no PSD, venceu a disputa pela prefeitura com 3.567 votos ( 40,84% ). A oposição, pulverizada em três candidaturas, acumulou um volume maior de votos que o grupo da prefeita eleita: o ex-prefeito Geninho, do PSB, teve 2.578 votos (29,52%); o então prefeito Reginaldo Morais, do PP, obteve 2.466 votos ( 28,23%); e Salatiel Cortez, do Avante, 123 votos (1,41%). Somados, os opositores chegaram a 5.167 votos, contra 3.567 de Fátima Borba, que saiu vitoriosa e tornou-se a primeira mulher eleita para o Executivo no município.
A história se repetiu em 2024. Novamente, a falta de unidade no bloco oposicionista permitiu a reeleição do grupo governista. Fátima Borba, agora pelo PSDB, obteve 3.910 votos (42,82%). A oposição veio dividida entre Geninho, do PSB, que recebeu 2.729 votos (29,88%), e o professor Eron, do Solidariedade, com 2.493 votos (27,30%). Juntos, os dois acumularam 5.222 votos, superando, mais uma vez, a votação da prefeita reeleita, mas novamente amargando o dissabor de mais uma eleição perdida.
Depois de duas derrotas consecutivas em razão da desunião, a oposição de Cortês dá sinais de amadurecimento e já começa a movimentar o tabuleiro político. Um encontro com a finalidade de aproximar os grupos reuniu o ex-prefeito Geninho, o professor Eron, Nidinho da Saúde, Rafael Monteiro e os vereadores Celso, Alex do Povo, Josinaldo Nascimento e o filho do ex-prefeito Reginaldo Morais, popularmente conhecido como Reginho. Também participaram o ex-presidente Peta, o ex-vereador Jurandir dos Coxos, Du de Zé Grande e Elmir de Geninho.
As conversas marcam o primeiro passo concreto em direção à unificação da oposição de Cortês. A expectativa dos líderes é que, com um projeto consolidado e a superação das divisões internas, o reflexo da união seja aferido nas urnas já na próximas eleições.
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