
O futuro político de Nino de Enoque após um mandato apagado e a derrota do filho em Moreno
Ismael Alves – Nas eleições de 2022, o nome de Nino de Enoque surgiu no último lugar da lista dos eleitos para a Assembleia Legislativa de Pernambuco. Foi uma das surpresas daquele pleito: com apenas 24.851 votos, o então novato conquistou uma cadeira surfando na onda do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, que ainda estava no comando do país.
Entretanto, ao se aproximar do fim do terceiro ano de mandato, Nino de Enoque permanece como um ilustre desconhecido no cenário político estadual. Não há registros de atuação de destaque, seja positiva ou negativa, e sua presença na Alepe é quase imperceptível. Para muitos observadores, trata-se de um mandato inexistente, sem entregas políticas ou visibilidade pública.
Sua liderança política, que chegou a despontar no entorno de Moreno, onde foi vice-prefeito de 2009 a 2012, também se mostra enfraquecida. Boa parte dos aliados se afastaram, e o grupo que o ajudou a chegar ao poder se desintegrou ao longo dos últimos anos.
Em 2024, o deputado tentou manter o capital político ao lançar o filho, Heitor de Enoque, candidato a prefeito de Moreno, mas a estratégia terminou em frustração. O atual gestor, Edmilson Cupertino, foi reeleito com mais de 75% dos votos válidos, enquanto o filho do deputado ficou em segundo lugar, com pouco mais de 9% dos votos, o equivalente a cerca de um terço da votação do adversário.
Depois de um mandato sem expressão e de uma derrota fragorosa nas urnas municipais, a dúvida agora é inevitável: Nino de Enoque ainda tentará a reeleição em 2026 ou será mais um nome que deixará de constar no mapa político pernambucano?
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