
Ismael Alves – O jornalista e economista Manoel Medeiros, candidato a deputado estadual pelo partido Novo, afirmou ter sido alvo de perseguição após realizar uma denúncia anônima sobre uma suposta irregularidade envolvendo a deputada estadual Dani Portela (PT). O relato foi feito durante entrevista concedida na sexta-feira (14) ao Panorama Político, programa apresentado pelo editor deste blog, Ismael Alves, na Rádio Líder FM (98,5 Mhz).
Segundo Manoel, após a denúncia, a estrutura da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) teria sido utilizada para investigá-lo e constrangê-lo. Ele citou especificamente a Superintendência de Inteligência Legislativa, estrutura que, conforme explicou, é subordinada à Presidência da Casa.
“A partir do momento que eu faço, num sábado, uma denúncia anônima como cidadão, e eu sou perseguido pelo presidente da Alepe, que utilizou a Superintendência de Inteligência Legislativa, que é uma espécie de polícia legislativa criada para tratar de crimes, possíveis crimes, no âmbito do espaço da Alepe”, relatou.
Manoel afirmou que a estrutura teria sido empregada para uma investigação contra ele sem decisão judicial e sem inquérito previamente instaurado, atribuindo a responsabilidade ao presidente da Alepe, deputado estadual Álvaro Porto (MDB).
“No entanto, eles utilizaram essa inteligência, essa estrutura, que é subordinada diretamente ao presidente da Alepe, que no momento era o presidente, deputado estadual Álvaro Porto, para fazer uma caçada, sem decisão judicial, sem inquérito instaurado, para me constranger, para me colocar como criminoso”, declarou.
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Ainda de acordo com o candidato, a denúncia apresentada ao Ministério Público de Contas (MPC-PE) questionava a contratação do tio do marido de Dani Portela por meio de uma empresa que, segundo ele, não teria sede nem funcionários e que já teria recebido mais de R$ 800 mil.
Manoel fez questão de diferenciar o questionamento sobre a contratação de uma acusação de prática criminosa por parte da deputada.
“Combater corrupção em Pernambuco não pode ser crime. Veja bem, a deputada estadual Dani Portela não necessariamente cometeu um crime, né? Em nenhum momento eu disse a senhora é uma criminosa, em nenhum momento. Eu apenas solicitei ao Ministério Público de Contas um posicionamento”, afirmou.
Ele também criticou o modelo de verba indenizatória utilizado pela Assembleia Legislativa e defendeu mudanças na forma como os recursos são fiscalizados.
“Essa questão da verba indenizatória da Alepe é a terceira maior verba indenizatória de Assembleia Legislativa do país, ela precisa mudar, ela precisa ter transparência, ela precisa atender ao interesse público. E eu fiz esse questionamento.”
Candidato diz que precisou recorrer à Justiça após investigação
Na entrevista, Manoel afirmou que o episódio teve consequências judiciais e financeiras. Segundo seu relato, foi aberto um inquérito contra ele e policiais chegaram a ser enviados à casa de seus pais.
“A partir disso, como eu disse, fui perseguido e até hoje respondo na justiça, precisei entrar com habeas corpus, ou seja, tive que mobilizar recursos que eu não disponibilizava para que um advogado me representasse, porque eles abriram um inquérito contra mim, inclusive enviaram policiais para me constranger na casa dos meus pais”, afirmou.
Apesar das consequências relatadas, o candidato afirmou que decidiu manter a atuação política e jornalística que, segundo ele, faz parte de sua trajetória.
“Mas, como eu disse aqui, em vez de recuar, eu decidi seguir em frente, eu decidi avançar, eu decidi fazer aquilo que eu acho que está no meu DNA, que é fazer o combate aos privilégios, o combate à corrupção.”
A entrevista com Manoel Medeiros foi veiculada na edição de sexta-feira (14) do Panorama Político, na Rádio Líder FM. Os trechos reproduzidos nesta matéria correspondem às declarações feitas pelo candidato durante a entrevista.
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