
Ismael Alves – Novos detalhes sobre o assassinato de Amenaíde Maria da Silva, de 70 anos, em Gravatá, no Agreste de Pernambuco, vieram à tona após informações divulgadas pela página Ronda Policial PE (@rondapolicialpe). Segundo o relato, o filho da vítima, Everaldo José da Silva, de 52 anos, teria afirmado aos policiais que atacou a própria mãe e alegado que havia matado um “bicho chifrudo”.
O crime aconteceu nesta terça-feira (18), no bairro do CAIC. A Polícia Militar foi acionada para averiguar a ocorrência e encontrou a residência trancada. Como o morador não abriu a porta, os policiais precisaram arrombar a entrada do imóvel, onde localizaram Amenaíde já sem vida.
De acordo com as informações divulgadas, Everaldo relatou que utilizou um barrote de madeira para atingir a cabeça da mãe. Durante o depoimento aos policiais, ele teria feito a afirmação de que havia matado um “bicho chifrudo”, em uma fala que agora integra os elementos apurados na investigação.
Conflitos antecederam assassinato em Gravatá
Ainda conforme as informações publicadas pelo Ronda Policial PE, o crime teria sido precedido por conflitos entre mãe e filho nos últimos dias. As discussões estariam relacionadas a cobranças financeiras e à tentativa do suspeito de retirar objetos da residência para conseguir recursos destinados ao consumo de álcool e entorpecentes.
O Instituto de Criminalística (IC/PE) esteve no imóvel para realizar a perícia. Durante os trabalhos, os peritos recolheram o barrote de madeira que teria sido utilizado no crime, com vestígios biológicos, mantendo o objeto preservado conforme os procedimentos de cadeia de custódia.
O corpo de Amenaíde Maria da Silva foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) de Palmares, na Mata Sul de Pernambuco, para a realização do exame tanatoscópico.
Everaldo José da Silva foi preso em flagrante e conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Gravatá. Depois da autuação, ele foi encaminhado ao Presídio de Vitória de Santo Antão, onde permanece à disposição do Poder Judiciário.
A autoridade policial também formalizou a representação pela conversão da prisão em flagrante em preventiva. O caso segue sob investigação.










