
Ismael Alves – A disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) entre nomes ligados a Gravatá foi analisada pelo advogado e especialista em Direito Eleitoral Francisco Santana durante participação no Panorama Político desta sexta-feira (24), na Rádio Líder FM 98,5 MHz, de Chã Grande. O programa é apresentado pelo editor deste blog, Ismael Alves.
Ao comentar o cenário eleitoral no município, Francisco Santana destacou o que considera uma crescente em torno da candidatura de Viviane Facundes e chamou atenção para o movimento de municipalização do voto, diante da possibilidade de Gravatá voltar a ter um representante na Alepe.
“Eu vejo, Ismael, hoje a campanha da candidata Viviane Facundes numa crescente muito grande. Nas últimas duas semanas, tenho acompanhado de perto todo esse movimento que vem em cima do nome ligado a ela. E você pode observar o fato da municipalização do voto”, afirmou.
Segundo Santana, a discussão sobre a eleição de um deputado estadual ligado diretamente a Gravatá ganhou força nesta campanha. Durante a análise, ele lembrou que o município não conta há décadas com um representante eleito para a Assembleia e citou o caso do Doutor Deda, que teria assumido uma vaga como suplente na década de 1960.
“Vem sendo discutido sempre isso: um deputado de Gravatá. O último deputado que foi por Gravatá, foi o Doutor Deda, em 1960, que necessariamente ele não foi eleito diretamente; ele era suplente e assumiu uma vaga depois de suplente. Então, faz muito tempo que não temos um deputado por Gravatá”, disse.
O advogado também analisou a disputa entre os candidatos ligados ao município e citou Léo do Ar, destacando o potencial eleitoral que atribui ao candidato, considerando o partido pelo qual disputa a eleição e sua condição de presidente da Câmara Municipal.
“Na minha ótica, Léo tem um potencial muito grande de voto, pelo partido que ele está, por ser presidente da Câmara. Porém, Viviane Facundes, eu acho que ela disputa muito mais aí, primeiro pelo partido, segundo pela mobilização e, feito você falou, ela vem numa crescente”, avaliou.
Para Santana, a combinação entre a mobilização em torno da candidatura e a existência de bases eleitorais fora de Gravatá pode ampliar as possibilidades de Viviane Facundes na disputa pela Alepe.
“Eu acho que vai surpreender muita gente no próximo dia 4 de outubro. E aí, ela tendo bases, além de Gravatá, ela tem uma grande chance de conseguir uma cadeira na Alepe”, declarou.
A análise ocorre em meio a uma disputa que reúne pelo menos sete nomes ligados a Gravatá concorrendo a cargos de deputados estadual e federal nas eleições gerais de 2026.
Durante o Panorama Político, Francisco Santana também comentou outros aspectos da disputa eleitoral e os desafios para os candidatos que buscam transformar força política e mobilização municipal em votação suficiente para conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados.









