
Ismael Alves – O principal líder da oposição no município de Pombos, o empresário e presidente do PP local, Rogério Borges, comentou, durante participação no Panorama Político desta sexta-feira (26), a anulação da eleição antecipada da Mesa Diretora da Câmara Municipal para o biênio 2027/2028.
A eleição foi comandada pelo vereador Nandinho de Zezo, atual presidente, e tinha como objetivo mantê-lo no cargo até 2028, mas acabou anulada após parecer do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que apontou irregularidades no processo. Rogério Borges, responsável por acionar o MPPE, relembrou sua atuação no caso.
“De fato, Ismael, a gente já vinha lutando contra isso. A gente teve uma eleição no dia 1 de janeiro de 2025. Quando foi em abril, o presidente da Câmara, junto com alguns vereadores, mudaram a Lei Orgânica do município e fizeram uma falcatrua. De fato, tentando manipular as leis que já tinham aprovadas de forma irregular.”
O empresário também apontou falta de transparência na condução do processo legislativo e na divulgação dos atos oficiais.
“Fizeram uma eleição, pegaram as informações e não publicaram no portal da Câmara. Tentaram manipular, mais outro crime que cometeram.”
De acordo com Rogério Borges, a oposição reuniu provas para embasar a denúncia apresentada ao Ministério Público, incluindo registros audiovisuais.
“A gente conseguiu baixar o vídeo no YouTube, do ato, porque isso aí era para estar postado [no Portal da Transparência], era para estar publicado esse ato, e não estava publicado. Eles deixaram para publicar na frente, que era para o povo não se ligar, né?”
Com base nesse material, a representação foi formalizada, o que levou à manifestação do MPPE pela anulação da eleição.
“A gente levantou tudo isso com o corpo jurídico… Nós sabíamos que, diante das provas, o Ministério Público ia se pronunciar para que eles pudessem rever o erro e fazer uma nova eleição.”
Apesar das críticas, Rogério Borges ressaltou que a iniciativa não teve como objetivo impedir a candidatura do atual presidente da Câmara.
“O que é que isso vai acontecer? Não quer dizer que ele não vai ganhar ou ele deixar de concorrer. Ele vai ter a liberdade de concorrer e de ganhar e se eleger, se ele estiver fazendo um bom trabalho.”
Ainda assim, ele avaliou que o cenário político pode mudar, especialmente diante de acordos que, segundo ele, não vêm sendo cumpridos.
“Porém, a gente sabe que já existem alguns acordos que não estão sendo cumpridos por ele, porque ele achou que já tinha dois mandatos e não precisaria mais de ninguém. Ele vai ter que refazer todos os acordos de novo, não sei se ele vai conseguir.”
Rogério Borges fala sobre articulação da oposição
Questionado sobre um possível nome da oposição para a disputa da presidência da Câmara, Rogério Borges afirmou que ainda não há definição, mas confirmou que existem articulações em curso.
“A gente está estudando, a gente depende de vários fatores, a gente tem uma escala que influencia, né? A gente está hoje focado em uma eleição aqui no município para deputados e para o governo do estado também. Então isso também vai influenciar no resultado.”
Segundo ele, o grupo pretende construir alianças antes de qualquer definição.
“Claro que a gente vai buscar aliança, vamos conversar com os vereadores, vamos entender o que é melhor, não é para os vereadores, não é para o Rogério Borges, mas é o que é melhor para a população, quem conduz a casa de uma forma mais honesta, mais leal, mais compatível que o povo precisa.”
Rogério Borges afirmou que ainda é cedo para lançar um nome, sob risco de desgaste antecipado.
“A gente não tem nome específico para indicar ainda, porque a gente está estudando e é muito cedo para que a gente possa lançar o nome, que aí vai fritar antes de chegar na campanha.”
Por fim, reconheceu a dificuldade da disputa, mas avaliou que há viabilidade política.
“É uma briga difícil, posso dizer, não é uma briga fácil, mas que a gente tem possibilidade, com uma boa articulação, de poder também chegar a fazer a presidência.”










