Crítica mira mudança na Lei Orgânica e eleição antecipada para o biênio 2027-2028
Ismael Alves – O empresário Rogério Borges, principal liderança de oposição em Pombos, fez duras críticas ao processo de antecipação da eleição da mesa diretora da Câmara Municipal, que garantiu a permanência do atual presidente, vereador Nandinho de Zezo, também para o biênio 2027-2028.
As declarações foram dadas durante entrevista ao programa Panorama Político, apresentado pelo editor deste blog na Rádio Líder FM, de Chã Grande, na última terça-feira (19).
Ao analisar o cenário, Rogério explicou que se referia à chamada “segunda mesa diretora”, correspondente ao biênio de 2027-2028, cuja eleição, segundo ele, foi realizada de forma antecipada após mudanças na Lei Orgânica do município.
Leia também: Viviane Facundes destaca pré-candidatura à Alepe e defesa de políticas públicas
“Em relação à segunda mesa que foi formada, já foi feita a eleição. Em janeiro de 2025, teve a primeira eleição, em março já mudaram a Lei Orgânica do município para poder fazer a nova eleição.”
Na leitura do empresário, a decisão de antecipar o pleito interno teve motivação política, ligada à insegurança do atual presidente da Câmara com o prefeito Elias Meu Fii (PSD).
Ele afirmou que o atual presidente teria chegado ao comando da Câmara com apoio direto do gestor municipal e que o movimento de antecipação estaria relacionado ao receio de mudanças nesse cenário.
“Mas a gente sabe que existe o risco de uma mudança repentina ali, até porque é o próprio prefeito foi quem deu a cadeira de presidente a ele.”
A partir dessa avaliação, Rogério sustenta que a antecipação da eleição foi uma forma de se proteger de uma possível perda de sustentação política no biênio seguinte.
“Então assim, ele, com medo, ele fez uma eleição irregular, fora da época e nós entramos com uma ação.”
Rogério Borges afirmou que, sob seu comando, a oposição já judicializou o caso e demonstrou confiança em uma reversão do quadro.
“A gente acredita que até outubro a gente consiga uma decisão favorável para que se faça uma nova eleição.”
Apesar das críticas, o empresário ponderou que não se opõe a uma eventual nova candidatura do atual presidente, desde que o processo ocorra dentro das regras.
“De fato, ele pode também ser novamente candidato, isso não vai proibir ele em nenhum momento, mas pra ele fazer a coisa certa.”
Ele também cobrou responsabilidade institucional do cargo ocupado.
“Como ele está assumindo um cargo de confiança na Câmara de Vereadores, ele tem que dar exemplo, não fazer falcatruas de querer mudar a lei.”
Rogério voltou a questionar a mudança na Lei Orgânica em curto intervalo de tempo após a primeira eleição.
“Como é que você faz uma eleição e com três meses você muda a Lei Orgânica pra poder se beneficiar? Isso daí é prevaricar.”
Por fim, reforçou a expectativa de anulação do pleito antecipado e a realização de uma nova eleição dentro da legalidade.
“Eu acredito que a gente vai conseguir derrubar essa eleição e que ele seja candidato, e se ele tiver de ganhar de novo não vai ter problema nenhum, agora tem que fazer a coisa certa, porque o município é do povo de Pombos, não é de um vereador, não é do prefeito, pré candidato seja lá quem for.”











