
Ismael Alves – Às vésperas do encerramento da janela partidária, o balanço parcial do PL de Pernambuco, liderado por Anderson Ferreira, é de saldo negativo.
PL de Pernambuco chega fragilizado ao fim da janela partidária
Diferente de 2022, quando o partido teve palanque próprio com Anderson candidato ao Governo do Estado, desta vez a sigla não terá condições de manter candidatura própria ao Palácio do Campo das Princesas, deixando evidente a perda de protagonismo no cenário estadual.
Outro elemento que reforça esse quadro são as dissidências. Os deputados estaduais Renato Antunes, que migrou para o Novo, e Joel da Harpa, agora no PP, tomaram novos rumos partidários. O mesmo ocorreu com os federais Pastor Eurico, que se filiou ao PSDB, e Fernando Rodolfo, que seguiu para o PRD, todos migrando para novas legendas durante a janela partidária.
Nem mesmo Gilson Machado, nome de expressão do bolsonarismo no estado, permaneceu na sigla. Após perder espaço interno na disputa por uma vaga ao Senado, ele deixou o PL e concorrerá à Câmara Federal pelo Podemos.
Por enquanto, restam, com mandato na Assembleia Legislativa, Nino de Enoque, Abimael Santos e Coronel Feitosa. Na Câmara Federal, permanecem André Ferreira e Mendonça Filho, principal nome que chegou ao partido na janela.
O projeto de conquistar uma vaga no Senado ainda é sustentado por Anderson Ferreira, embora exista a possibilidade de reavaliação mais adiante.
O dado concreto é que, mesmo desidratado, o PL de Pernambuco permanece sob o comando de Anderson Ferreira, que, mesmo com o time reduzido, ainda é o dono da bola, mesmo que, agora, ela apareça cada vez mais murcha.











