
Ismael Alves – O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), utilizou uma nota oficial para dissipar qualquer rumor sobre sua participação como vice na chapa encabeçada pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao Governo de Pernambuco. Silvinho foi enfático ao declarar que seu único objetivo para o próximo pleito é a disputa por uma das duas cadeiras no Senado Federal. A estratégia do ministro é clara: consolidar-se como o nome de confiança do presidente Lula no estado, garantindo um palanque alinhado ao projeto de reeleição nacional.
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A manifestação do ministro ocorre em um momento em que as peças do tabuleiro sucessório estadual começam a se mover com maior velocidade. Ao rejeitar publicamente a vice-governadoria, Silvio Costa Filho evita o “rebaixamento” político e se coloca como peça central na engenharia de João Campos, que busca montar uma frente ampla para retomar o controle do Palácio do Campo das Princesas em 2026.
O afunilamento das vagas na chapa majoritária da Frente Popular
A disputa pelas vagas ao Senado na chapa governista ganhou novos contornos após acontecimentos recentes que alteraram o peso político dos principais postulantes. Com o senador Humberto Costa (PT) tido como nome natural e favorito para buscar a reeleição em uma das vagas, a segunda cadeira tornou-se o principal objeto de desejo e disputa interna. Além de Silvio Costa Filho, nomes como Marília Arraes (Solidariedade) seguem no radar, mantendo uma base de apoio considerável que não pode ser desprezada na composição final.
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Por outro lado, a candidatura de Miguel Coelho (União Brasil), que até então era um forte concorrente ao Senado ou à vice, sofreu um prejuízo significativo. O ex-prefeito de Petrolina viu seu capital político ser desgastado após tornar-se alvo da Operação Vassalos, deflagrada pela Polícia Federal há poucos dias. Esse enfraquecimento de Miguel abre uma avenida para que Silvio Costa Filho reforce sua viabilidade eleitoral, justificando a postura incisiva de que seu projeto está “muito claro” e focado exclusivamente na Câmara Alta ao lado de Lula e Humberto Costa.













