Lula tratou o tema enquanto o governo Raquel Lyra por vezes preferiu o silêncio
Ismael Alves – Ao longo deste ano, em diferentes momentos, critiquei o silêncio público da governadora Raquel Lyra e da vice-governadora Priscila Krause diante da sequência de crimes que atingem mulheres em Pernambuco. Os episódios se acumulam e variam em gravidade, desde assédios em múltiplas formas, passando por pedidos de socorro ignorados, como o caso da delegada Natasha Dolci, que fez denúncias sérias contra chefes da Polícia Civil e denuncia sofrer supostas perseguições, até chegar aos números crescentes de feminicídio no estado.
A fala de uma autoridade, especialmente quando ocupa posição de liderança, tem peso real e influencia comportamentos. Em situações como as que Pernambuco enfrenta, a palavra de quem governa é necessária. O silêncio, por outro lado, fortalece a sensação de abandono e fragilidade que tantas mulheres vivem diariamente.
Precisou o presidente Lula sair de Brasília e vir até Pernambuco, justamente a terra que pela primeira vez na história é governada por uma mulher, para que se ouvisse uma fala firme em defesa das mulheres. E isso independe de ideologia. Lula esteve no estado durante agenda na Refinaria de Abreu e Lima, enfrentou o tema de frente e deixou claro que violência contra a mulher não tem justificativa e não pode ser tratada com indiferença.
Foi uma lição direta para. Uma demo o Governo de Pernambuco. Uma demonstração clara do que representa o posicionamento público de um Chefe do Executivo que exerce autoridade e entende a responsabilidade e o peso da fala.











