Um olhar sobre a rotina e a vida em Primavera, da Cachoeira do Urubu à Usina União
Ismael Alves – Na semana passada, estivemos por duas vezes no município de Primavera, na Mata Sul de Pernambuco. De longe, já se via a fumaça da Usina União e Indústria em atividade, no Engenho Bonfim, gerando desenvolvimento e renda para a região cercada pela cultura canavieira. No percurso, áreas com cana já cortada se misturavam a trechos onde a queima ainda acontecia. Pela PE-63, a frequência dos caminhões carregados de cana de açúcar exige maior atenção de quem trafega pela área.
A rota é típica de engenho, com casas de arquitetura vernacular açucareira, pequenos povoados e o vai e vem dos trabalhadores, muitos deles transportados em veículos coletivos disponibilizados pela própria usina.
Retornei ao parque ambiental onde está localizada a Cachoeira do Urubu, monumento natural que é cartão-postal do município. Com seus quase 80 metros de altura, as águas do Rio Ipojuca formam um véu até o encontro com o leito. O rio, que nasce no município de Arcoverde, no Sertão pernambucano, percorre mais de 300 quilômetros até desaguar no litoral, passando por 25 municípios ao longo de sua bacia. Apesar dos conhecidos problemas de poluição, em Primavera a vida se mostra muito mais presente no curso d’água, com expressiva quantidade de peixes de diferentes espécies e tamanhos.
Da pequena ponte que dá acesso à área das piscinas e quiosques, basta observar com atenção para ver grandes peixes nadando livremente. No trecho correspondente ao parque, a pesca é proibida poque a área é de piracema. Há também pitus que, vez ou outra, aparecem por entre as pedras para quem visita o lugar.
O Parque da Cachoeira do Urubu, naturalmente arborizado e ideal para contato direto com a natureza, está recebendo melhorias com recursos do Governo Federal, que destinou mais de R$ 800 mil reais para investimentos no local. O ambiente ganha paisagismo, pontos instagramáveis e uma área com passeio em intertravados, além de melhorias nas piscinas e outros equipamentos. As águas das piscinas e diversas bicas do parque são provenientes de cacimbas e oeiros, próprias para o banho.
Os restaurantes da área oferecem excelente gastronomia, comida regional e preços acessíveis. A entrada no parque custa R$ 10 reais por adulto R$ e 5 reais para crianças a partir de seis anos.












