
Ismael Alves – O vereador Gilson Machado Filho (PL-PE) usou a Tribuna da Câmara Municipal do Recife nesta segunda-feira (16) para condenar enfaticamente a prisão de seu pai, o ex-ministro do Turismo Gilson Machado Neto, decretada na última sexta-feira (13) pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Gilson Machado foi preso preventivamente sob a acusação de supostamente tentar facilitar a emissão de um passaporte português em nome do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid. Gilson negou e afirmou que seu único contato com o Consulado Português no Recife foi por telefone para tratar da renovação do passaporte do seu pai no mês de maio.
Na noite da mesma sexta-feira, ainda em 13 de junho, o próprio ministro Alexandre de Moraes revogou a prisão, substituindo-a por medidas cautelares, incluindo o cancelamento do passaporte, a proibição de sair do país e a proibição de contato com outros investigados.
Na Tribuna da Câmara, Gilson Filho classificou a ação de Moraes como uma “perseguição política” e acusou o ministro de desrespeitar a Constituição, afirmando que “se está achando o ditador do Brasil”. Em um gesto simbólico, ele jogou uma cópia da Constituição ao chão, alegando que a atitude representa o modo como Moraes estaria “rasgando” os preceitos da Carta Magna.
Durante seu discurso, o parlamentar trouxe à tribuna uma foto do ex-ministro ao lado do presidente dos EUA, Donald Trump, defendendo o reconhecimento internacional do trabalho do seu pai. Gilson Filho também lembrou que o documento solicitado era, na verdade, para a renovação do passaporte de seu avô, de 85 anos e não para uso político, afirmou.
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