
Ismael Alves – Após ser preso na manhã desta sexta-feira (13) pela Polícia Federal, o ex-ministro do Turismo, Gilson Machado, foi visto comendo maçã, aparentemente calmo, enquanto era escoltado por agentes e na companhia de seu advogado. A prisão ocorreu no âmbito de uma investigação que apura um suposto esquema para facilitar a saída ilegal do tenente-coronel Mauro Cid do Brasil, por meio de documentos portugueses.
A PF suspeita que Gilson tenha atuado como elo entre Cid e o Consulado de Portugal, em Brasília, em uma tentativa de conseguir passaporte europeu para o ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, que é delator em investigação que apura suposta tentativa de golpe de Estado.
Durante o trajeto sob custódia, um repórter questionou o ex-ministro, que respondeu de forma enfática: “Não matei, não trafiquei droga; não tive acesso a nenhuma prova”. Ele também reafirmou o que já havia dito por meio de nota durante a semana: “O que fiz foi apenas pedir informação sobre a renovação do passaporte do meu pai, um senhor de 85 anos”. O ex-ministro segue para o Cotel.
Figura próxima de Bolsonaro, Gilson Machado foi candidato ao Senado em 2022 e disputou a Prefeitura do Recife em 2024. Ele pretende concorrer ao Senado em 2026 e já conta com apoio explícito de Bolsonaro.
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