
Pais contestam música com apologia à violência durante formatura no Classic Hall
Ismael Alves -Imagine a seguinte cena: você está em uma festa de formatura do seu filho. Ou da sua filha. Incluindo menores de idade. Está feliz porque conseguiu bancar os estudos em uma escola particular, mesmo tendo feito os mais diversos sacrifícios.
De repente, enquanto divide a mesa com familiares e convidados, o DJ que anima o evento começa a tocar uma música que diz: “tu vai dar ou descer”, “tu vai dar essa x*r*ca ou te jogo aqui de cima”, “fala pra essa filha da p*ta que eu não tô brincando não, se ficar de palhaça eu te taco no oceano” e “o mar tá lá embaixo”. E não para por aí: a letra ainda afirma “tu vai dar pra um, tu vai dar pra outro”, sugerindo um estupro coletivo dentro de um helicóptero.
Se fosse na vida real, seria um crime grave. Uma situação de violência explícita contra mulheres, com ameaça de morte e apologia a estupro coletivo, diante de adolescentes e convidados. Há quem minimize, mas existem pessoas que não se calam.
No evento do Colégio Madre de Deus, realizado no Classic Hall, em Olinda, houve quem contestasse imediatamente a música. Entre eles, de acordo com identificação feita pelo blog do jornalista Ricardo Antunes, Cláudia Cristina Ribeiro, engenheira da Compesa, e o marido, Guilherme Duarte Freire, diretor da mesma empresa, que se posicionaram devidamente contra o conteúdo, alertando para a presença de menores e para o tipo inadequado de música para o ambiente e ocasião.
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O colégio negou participação na organização da festa, responsabilizando a produtora Super A Formaturas pelo evento. O que era para ser um momento de comemoração, se transformou em confusão generalizada: cadeiras arremessadas, empurra-empurra e indignação de todos os lados.
O que falta agora é que a Assembleia Legislativa de Pernambuco e o Governo do Estado concedam honrarias a esses pais, que interromperam a ousada apologia a tantos crimes que diariamente atormentam a vida de inúmeras mulheres, chegando até mesmo a tirarem suas vidas por negativa de sexo, como ostenta a letra imprestável.











