
Ismael Alves – Uma investigação foi aberta pela Corregedoria da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE) para apurar a conduta de um sargento da Polícia Militar, acusado de agredir um comerciante ambulante. O incidente ocorreu na noite do último domingo (22), durante o desfile do bloco carnavalesco “Ressaca”, no bairro de Caetés I, em Abreu e Lima.
O conflito inicial na Avenida D
Tudo começou por volta das 20h30, quando Edvaldo Antonio da Silva, que comercializava bebidas em uma Fiat Fiorino, solicitou o apoio de policiais do 17º Batalhão. O vendedor alegava que o público do evento estava obstruindo a frente do seu veículo, escondendo a tabela de preços e prejudicando suas vendas. Os agentes, no entanto, informaram que não poderiam remover os foliões por se tratar de uma via pública.
A partir desse ponto, as versões divergem. O registro policial afirma que o vendedor teria chutado água de esgoto contra as pessoas ao redor, atingindo inclusive o rosto de um militar, o que gerou revolta e um princípio de tumulto. Já Edvaldo, em depoimento ao Diario de Pernambuco, alegou que o ato não foi proposital e que pediu desculpas imediatamente após molhar os presentes.
Registro das agressões em vídeo
Imagens que circulam na internet mostram uma abordagem agressiva por parte do efetivo. No vídeo, policiais que ingressaram na corporação no concurso de 2025 são vistos gesticulando de forma ríspida com o comerciante. Em determinado momento, um dos agentes arranca a placa de preços do veículo e derruba Edvaldo no chão com violência.
O trabalhador foi imobilizado com as mãos para trás e arrastado por entre a multidão. Edvaldo formalizou a denúncia na Corregedoria, identificando o sargento Antonio Marco da Silva como o autor de socos desferidos contra seu abdômen durante a ação.
Impacto emocional e posicionamento oficial
Visivelmente abalado, o vendedor desabafou sobre o impacto psicológico do episódio, ressaltando que estava no local apenas para garantir seu sustento e que nunca havia passado por uma situação semelhante. Ele descreveu o sentimento de humilhação ao ser impedido de trabalhar e sofrer a violência física.
Em resposta ao ocorrido, a SDS emitiu uma nota confirmando que a Polícia Militar de Pernambuco instaurou uma Investigação Preliminar (IP). A instituição declarou que não tolera comportamentos que firam a disciplina ou os valores da corporação e que todas as medidas administrativas serão tomadas para apurar as irregularidades apontadas.
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