
Os sinais de fragilidade de um projeto ainda indefinido
Ismael Alves – Depois de duas derrotas eleitorais consecutivas, em 2020, na disputa pela Prefeitura do Recife, e em 2022, na corrida pelo Governo de Pernambuco, Marília Arraes tenta reencontrar o caminho da vitória na política. O projeto da vez é a conquista de uma vaga no Senado nas eleições deste ano.
O problema é que já começam a surgir fragilidades capazes de colocar esse plano em xeque. A construção política que sustenta a pretensão ao Senado ainda não se mostra sólida e, nos bastidores, cresce a avaliação de que a candidatura pode não passar de um blefe.
É nesse contexto que ganha força a leitura sobre o movimento da deputada federal Maria Arraes, irmã de Marília. Em vez de disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados, caminho considerado natural, ela optou por concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco. A decisão foi interpretada por interlocutores políticos como uma declaração tácita sobre o verdadeiro caminho que começa a se desenhar para Marília.
Embora siga falando em candidatura ao Senado, Marília sabe que a vaga na chapa majoritária de João Campos está longe de ser uma certeza. Nos bastidores, a avaliação é de que o discurso público não acompanha, na mesma medida, as condições reais do jogo político.
Não é a primeira vez que isso acontece. Em 2018, Marília sustentou até o último momento a narrativa de que disputaria o Governo de Pernambuco. No fim do percurso, sem espaço na majoritária, restou como alternativa disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Agora, diante das incertezas em torno do Senado, o cenário começa a se redesenhar de forma semelhante, com o risco de que o projeto anunciado, mais uma vez, termine em um prêmio de consolação.
Girando pela região
Gravatá – A presença dos irmãos Anderson e André Ferreira na abertura da Festa de Reis 2026, na noite deste sábado (10), reafirmou a sintonia política com o prefeito Joselito Gomes, parceria que vem sendo construída desde 2020. O alinhamento agora projeta novos desdobramentos para 2026, com a pré-candidatura de Viviane Facundes à Alepe pelo PL, sinalizando que Gravatá segue integrada ao tabuleiro estadual do partido e com papel ativo nas articulações do grupo Ferreira.
Amaraji – O posicionamento da vereadora Júlia de Berna, ex-aliada do prefeito Araújo, sobre as demissões promovidas pela Prefeitura de Amaraji caiu como uma bomba na gestão municipal. O assunto ganhou maior repercussão após a abordagem deste blog. O gestor iniciou o ano tendo que lidar com uma onda de insatisfação.













