
Ismael Alves – O governo de Pernambuco, sob o comando de Raquel Lyra (PSD), vive em uma realidade paralela. Em suas planilhas oficiais, aparece um cenário de “sucesso”: 17 meses consecutivos de queda nas mortes violentas intencionais. Um “recorde” midiaticamente celebrado pela gestão. Mas, nas ruas, o cotidiano desenha outra história.
Os assassinatos continuam a marcar as páginas policiais com sangue. O feminicídio cresceu, evidenciando que mais mulheres estão sendo mortas em Pernambuco. O estado persiste entre os mais violentos do país.
Na saúde, os mesmos problemas de sempre permanecem: hospitais degradados, corredores superlotados, falta de medicamentos e uma “epidemia” de elevadores que despencam ou travam por falta de manutenção, colocando em risco pacientes e profissionais. Até o cumprimento do piso da enfermagem vira tema de disputa judicial. Mas, nas estatísticas oficiais, tudo parece melhorado.
As estradas do estado também denunciam o fosso entre propaganda e realidade. Enquanto o governo celebra a construção de algumas rodovias, outras seguem abandonadas. Na educação, cortes orçamentários e velhos problemas se acumulam. Até as creches do “Racreche” ficaram só na propaganda eleitoral.
Com o olhar voltado para 2026, quando pretende buscar a reeleição, Raquel investe pesado em publicidade para convencer que seu governo transformou Pernambuco em um “estado de mudança”. As vozes das ruas, porém, dizem o contrário: faltam resultados, e não dinheiro.
Dados públicos mostram que o governo obteve autorizações para contrair empréstimos que somam mais de R$ 11 bilhões. Falta transformar esses recursos em melhorias reais para o povo. Falta disposição e interesse de romper as barreiras que separam o Pernambuco de verdade do Pernambuco das redes sociais do governo.










