
O dilema enfrentado por Marília Arraes entre o plano de chegar ao Senado e o medo de um fantasma que volta a assombrá-la.
Ismael Alves — De olho nas eleições de 2026, quando pretende disputar uma vaga no Senado por Pernambuco, a ex-deputada federal Marília Arraes (SD) sonha em retornar à coluna das vitórias depois da ressaca política provocada por duas derrotas consecutivas nas urnas. Em 2020, perdeu o segundo turno da disputa pela Prefeitura do Recife para o primo, João Campos (PSB). Já em 2022, novamente em segundo turno, foi derrotada por Raquel Lyra (PSDB) na corrida pelo Governo do Estado.
Mas, ao lado do sonho de voltar a sentir o sabor de uma eleição conquistada, há também um pesadelo político que ronda Marília Arraes: a possibilidade de sua candidatura ao Senado ser rifada. Isso porque o palanque de João Campos, provável candidato ao governo de Pernambuco pelo PSB, já abriga quadros igualmente expressivos que desejam a vaga no Senado. Entre eles, Miguel Coelho (União Brasil), que já iniciou articulações com esse objetivo, e Silvio Costa Filho (Republicanos), atual ministro de Portos e Aeroportos do governo Lula, que também não esconde a intenção de concorrer, dentre outros que podem chegar a qualquer momento.
Marília, por sua vez, já experimentou o amargor de ver uma candidatura inviabilizada. Em 2018, chegou a fazer pré-campanha para o Governo de Pernambuco pelo PT, mas acabou desprestigiada pela direção partidária, o que marcou sua saída da legenda. Agora, é a única entre os aliados de João Campos que, apesar da sua inegável expressão, chega à corrida de 2026 acumulando duas derrotas consecutivas no currículo.













