
Ismael Alves – Dos 11 ministros que atualmente compõem o Supremo Tribunal Federal (STF), sete foram indicados por presidentes do Partido dos Trabalhadores (PT). Lula é responsável por quatro nomeações: Luís Roberto Barroso (2013), Dias Toffoli (2009), Cármen Lúcia (2006) e Cristiano Zanin (2023). Dilma Rousseff, por sua vez, indicou três ministros: Edson Fachin (2015), Luiz Fux (2011) e Rosa Weber (2011).
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nomeou dois integrantes da Corte: André Mendonça (2021) e Nunes Marques (2020). Já Michel Temer foi o responsável pela indicação de Alexandre de Moraes (2017). O decano do STF, Gilmar Mendes, foi nomeado por Fernando Henrique Cardoso em 2002.
A Primeira Turma do STF, que recentemente manteve por maioria as restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes ao ex-presidente Jair Bolsonaro, é formada por cinco ministros: Cármen Lúcia (Lula, 2006), Flávio Dino (Lula, 2024), Luiz Fux (Dilma, 2011), Alexandre de Moraes (Temer, 2017) e Cristiano Zanin (Lula, 2023). Desses, quatro foram escolhidos por governos petistas. O único nome fora desse campo é o próprio Moraes, indicado por Temer, a que chegou à Presidência após ser eleito vice na chapa de Dilma Rousseff, vindo a assumir o cargo com o impeachment da petista, em 2016.
A composição atual evidencia a influência do PT no STF, que continua exercendo papel de protagonismo em decisões de alto impacto político e jurídico no país. As nomeações são atribuição do presidente da República e dependem de aprovação do Senado Federal.












