
Ismael Alves – A ida do ministro da Previdência, Wolney Queiroz, ao Senado, para oitiva sobre a fraude bilionária do INSS, ficou marcada pela postura insegura do pernambucano, que era o número 2 da pasta e assumiu o comando do ministério com a saída de Carlos Lupi, afastado após o estouro do escândalo de roubos a aposentados e pensionistas.
Um dos momentos de maior repercussão foi o desentendimento entre o ministro e o senador Sérgio Moro. Em certo ponto, Wolney enfrenta e afronta o senador ao perguntar o que ele havia feito sobre o caso quando esteve à frente do Ministério da Justiça. Moro, por sua vez, respondeu que não tomou conhecimento “expressamente” como Wolney, que, à época, era o secretário-executivo da Previdência e homem de confiança de Lupi, vindo a substituí-lo após a queda. A devolutiva de Moro, seguida da afirmação de que Wolney nada teria feito ao tomar conhecimento das fraudes, nitidamente estremeceu as estruturas do novo ministro de Lula.
Ao ser citado reiteradas vezes como participante da reunião que alertou sobre a fraude, Wolney demonstrou insegurança emocional: gaguejou, falou com voz trêmula e recuou do enfrentamento, afirmando não desejar “bater boca” com o senador — um sinal claro de recuo diante da pressão. Fragilidade emocional ou culpa que condena?











