
Ismael Alves — Do leito do Hospital DF Star, onde se recupera de uma nova cirurgia decorrente de complicações da facada sofrida no atentado de 2018, o ex-presidente Jair Bolsonaro toma conhecimento da prisão do também ex-presidente Fernando Collor. A detenção, determinada pela Justiça no âmbito da Operação Lava Jato, ocorre sob acusação de corrupção que movimentou mais de R$ 29 milhões em propina.
Enquanto acompanha o desenrolar do caso Collor, Bolsonaro vê se aproximar, a cada tic-tac do relógio, um iminente mandado de prisão contra si, sob acusação de envolvimento em suposta tentativa de golpe de Estado.
A prisão de Collor ocorre no âmbito da Operação Lava Jato, mesma força-tarefa que levou à condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção. Lula, no entanto, teve sua sentença anulada após o STF determinar que seu julgamento deveria ocorrer em Brasília, e não em Curitiba, e que, por essa razão, o julgamento fora ser invalidado. Posteriormente, os crimes prescreveram, e Lula teve seus direitos políticos restabelecidos, concorrendo e vencendo as eleições de 2022, conquistando seu terceiro mandato presidencial.













