
Opinião | Ismael Alves – Dois anos após o início do terceiro governo Lula (PT), o índice de reprovação do petista superou a aprovação, evidenciando uma escalada de rejeição que vem sendo apontada por pesquisas nacionais.
Apesar de defensores mais fervorosos insistirem em afirmar que o momento do país é favorável, a realidade parece divergir dessa narrativa. O próprio Lula reconheceu, durante entrevista coletiva ao final de janeiro, que o governo não está entregando o que prometeu, desestimulando até mesmo seus apoiadores mais leais e, validando as críticas que tem recebido da população. E, de fato, Lula tem razão.
É óbvio que há uma parcela da população que ainda se prende ao conforto do embate “Lula x Bolsonaro”, mas uma grande massa de brasileiros está mais preocupada com questões que afetam diretamente o dia a dia e o futuro do país. A inflação, por exemplo, tem corroído o poder de compra do cidadão mês após mês. Essa realidade é visível nas prateleiras dos supermercados, das grandes cidades aos pequenos vilarejos. Os preços sobem, e o dinheiro no bolso vale cada vez menos.
O cenário não é diferente nos postos de combustível, onde gasolina e diesel atingiram patamares alarmantes, voltando a ser tão ruim como foi em momentos atípicos, a exemplo da pandemia da COVID-19 e greve dos caminhoneiros.
Com o aumento do diesel e a volta da cobrança do ICMS em fevereiro, a tendência é que os preços novamente subam ainda mais, impactando diretamente o bolso do consumidor. Até o café, item básico na mesa do brasileiro, tornou-se um luxo, com pacotes de 200 gramas variando entre R$ 16 e R$ 24.
A situação fiscal do país também não inspira confiança. A dívida pública fechou o ano com um rombo histórico, enquanto a arrecadação de impostos bateu recordes. Há muito dinheiro entrando, mas ainda mais saindo, o que deixa explícito a realidade de uma gestão econômica problemática, sob o comando de Haddad (PT).
Apesar de tudo isso, Lula tenta reverter o cenário e reconquistar a confiança dos brasileiros. Recentemente, ele afirmou que os frutos do seu terceiro mandato começarão a aparecer ainda este ano. Resta saber se essa promessa será capaz de reverter a crescente insatisfação popular ou se será apenas mais uma expectativa frustrada em um governo que deixa a impressão de ausência.













