Chã Grande é um município de gente ordeira, trabalhadora e que possui o setor agrícola pujante. Isso todos nós já conhecemos. No entanto, a vertente política deixa nossa cidade atrasada, e com o retrovisor sendo o nosso farol, ou seja, olhamos apenas para o passado e sem perspectiva para o futuro.
O atual gestor, Diogo Alexandre, está há quase 16 anos no poder. Ele se torna prefeito muito jovem, com apenas 26 anos, em 2004. Era uma promessa para a sociedade, tendo em vista que seus antecessores tinham idade bem superior a ele. Essa jovialidade deveria servir para uma nova forma de fazer política, entretanto, a ousadia e criatividade (atributos típicos da juventude) nunca foram marcas de sua administração.
Com uma área total de mais de 70 mil km², não há qualquer disposição do atual gestor em criar inovação para nossa gente, oferecer condições que ajude os jovens a potencializar suas habilidades, ou ainda, intensificar melhorias para o homem do campo poder vender suas mercadorias sem precisar se descolar para longe (criação de uma Central de Abastecimento em nosso território).
O mandatário do município enviou um projeto à Câmara de Vereadores de Chã Grande (Casa Paulo Viana de Queiroz), como forma de viabilizar dividendos, em momentos finais de sua quarta gestão, um empréstimo que traciona as contas públicas para o flagelo. São solicitados até 30 milhões de reais, junto à Caixa Econômica, como uma operação de crédito que o gestor, não explica no documento enviado à Casa do Povo, como irá gastar. Dessa forma, entende-se que a solicitação é genérica e não passa de uma conduta calçada de características de uma política mofada e avessa ao que se entende de uma gestão eficiente e que vise se preocupar com as próximas gerações.
Um vereador chã-grandense usou a tribuna ontem, dia 10 de julho, dizendo que parte desse dinheiro iria ser aplicada em uma passagem molhada na barragem de Vertentes (é preciso dizer que essa informação não está no projeto enviado pelo prefeito). De sorte que, a população da terra do chuchu, fica perguntando: ora, os percalços enfrentados pelas comunidades de Matias e Japaranduba ultrapassam os 4 anos dessa atual administração. E é sabido que Diogo está no seu quarto mandato, será que ele só se sensibilizou com essas comunidades agora?
Reafirmo o desejo de uma Chã Grande pensada para o futuro. Mas o atual projeto colocará nossa cidade em uma situação crítica, pois as receitas públicas dependem quase que exclusivamente dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), oriundo do Governo Federal. E com o pagamento das parcelas desse empréstimo, as contas públicas terão um abalo substancial. Com isso, menos investimentos nos próximos 8 anos.
Espero que o chefe do executivo retire esse projeto da Casa Paulo Viana de Queiroz, por saber que ele se encontra em término de mandato eletivo e sem direito de reeleição.
É preciso buscar a temperança, senhor prefeito, ela é fundamental para vivermos em sociedade.
Márcio Bezerra – professor especialista em Ensino de História do Brasil e servidor público.














