Ismael Alves – A Audiência Pública realizada pela Câmara de Chã Grande na última segunda-feira (17), com a finalidade de debater o Projeto de Lei Municipal n° 07/2023, de autoria do prefeito Diogo Alexandre, chefe do Poder Executivo Municipal, que solicita autorização da Câmara para contratação de um empréstimo de R$ 30 milhões, evidenciou um fato taciturno e, ao mesmo tempo, alardeante.
A Audiência, que deveria mostrar dados claros e concretos por parte dos interessados no empréstimo, foi utilizada como palanque político para atacar adversários políticos do grupo governista, que nada têm a ver com a ideia do empréstimo.
As perguntas direcionadas ao chefe do Executivo tiveram respostas com muita fala e nenhuma informação. Resumindo: não conseguiram convencer que um empréstimo na ordem de R$ 30 milhões seja um bom negócio para um município de apenas 20.500 habitantes que depende exclusivamente do FPM para existir.
Não houve sequer uma apresentação de estudo que assegure que o comprometimento do FPM para pagamento do empréstimo não irá comprometer os serviços e o funcionalismo público. Não houve resposta técnica, não houve nada que pudesse transmitir a menor segurança. Tudo muito vazio assim como o próprio projeto que não diz onde os recursos serão aplicados, caso o empréstimo seja contraído.
Por outro, lado um detalhe chamou a atenção: o prefeito certamente imaginou que uma multidão iria ovacioná-lo em defesa de um empréstimo que pode, sim, levar o município à falência.
O não atendimento da população ao chamado do gestor, que certamente ficou frustrado, é resposta óbvia e clara de que a ideia do empréstimo de R$ 30 milhões – inclusive no fim do seu mandato – não conta com o apoio do povo de Chã Grande.














