Ismael Alves – Ismael Alves – A eleição interna da Câmara Municipal de Chã Grande, Mata Sul, virou mesmo um caso de Justiça. O desdobramento não surpreende quem acompanhou o tumultuado processo eleitoral da escolha da Mesa Diretora para o biênio 2023/2024, realizada no dia 12 deste mês.
Na ocasião, o vereador Jorge Luis (PL), ocupante da presidência há três mandatos consecutivos, período que corresponde a seis anos, impugnou a chapa encabeçada pelo vereador Ademir Batista (Avante), detentora de maioria dos votos. Segundo Jorge, a razão da impugnação foi a não apresentação de um candidato ao cargo de vice-presidente, motivo que teria tornado a chapa inapta ao voto.
Entretanto, Ademir e outros cinco vereadores, grupo que representa maioria, contesta a decisão do atual presidente. Eles asseguram que o Regimento Interno da Câmara diz que “a Mesa Diretora é composta por um presidente, um primeiro e um segundo secretário”. Por sua vez, Jorge Luis alega que está cumprindo uma exigência da Lei Orgânica do Município, embora, todas as três vezes anteriores que Jorge disputou a presidência não contou com a figura de um vice-presidente na composição da chapa, mesmo sob o atual Regimento Interno e a mesma Lei Orgânica.
Insatisfeitos, os seis vereadores acionaram a Justiça visando a anulação da eleição que conferiu o 4° mandato consecutivo ao atual presidente. A ação judicial pede a suspensão imediata dos efeitos da última eleição e a realização de um novo processo eleitoral interno, desta vez sem a possibilidade de recondução de Jorge Luis ao cargo de presidente.
Na sexta-feira (23) a Justiça determinou a intimação de Jorge para apresentar manifestação, dentro de 05 dias, sobre os fatos apresentados pelos vereadores impetrantes. O processo tramita na 2° Vara Cível da Comarca de Gravatá, tendo como autores os vereadores: Ademir Batista, Gilvan Bolão (Avante), Nego de Rita (PDT), Célia de Jaci (Avante), Dandão (PDT) e Inaldo do Raio-X (Avante).














