Ismael Alves
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O resultado do segundo turno das Eleições 2020, no Recife, garantiu mais uma vitória majoritária ao PSB, que continuará gerindo a prefeitura pelos próximos quatro anos, agora sob a batuta de João Campos. Será o terceiro mandato consecutivo da sigla no comando do Poder Executivo Municipal.
Um dia após o resultado do pleito eleitoral, Geraldo Júlio (PSB), atual prefeito, já iniciou o processo de transição de governo no intuito de deixar João familiarizado com os dados administrativos da edilidade.
Mas há um detalhe que deve ser observado em meio a mais recente vitória socialista ( óbvio que isso não retira o mérito do êxito): diferente de 2018, João Campos não conseguiu repetir o feito de fenômeno das urnas, assim como quando foi eleito o deputado federal mais votado do Estado com 460.387 votos.
Sua votação para prefeito, tendo alcançado 447.913 votos, ontem, representa o considerável número de 80.422 eleitores a menos, quando comparada com a vitória de Geraldo Júlio em 2016, momento do qual disputou a reeleição e foi vitorioso com 528.335 votos sobre o ex-prefeito João Paulo (PT), que ficou com 333.516 no segundo turno. Em percentuais, Geraldo Júlio somou 61,30% dos votos contra 38,70% de João Paulo. De volta ao cenário 2020, João Campos angariou 56,27% dos votos, ante 43,73% de Marília Arraes (PT).
Diante desse quadro, não seria exagero dizer que a vitória do PSB é mais uma para a conta, mas não do tamanho que está sendo vendida. Além disso, os números também revelam uma estagnação do eleitorado petista recifense, indicando que a sigla angariou apenas 14.610 votos a mais que 2016.
Resumindo: João Campos ficou menor que Geraldo Júlio e Marília do tamanho de João Paulo no cenário municipal. O PT não cresceu.
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