Ismael Alves – Mais uma vez o Facebook me recorda um dos momentos da minha passagem pela prefeitura de Chã Grande, Mata Sul, meu município, quando no ano de 2016, último ano da terceira gestão do ex-prefeito Daniel Alves (PSC), assumi a Secretaria Municipal de Administração.
Foi um desafio árduo em meio a um momento turbulento que o país atravessava, coincidindo com as dificuldades do governo Dilma Rousseff (PT) que enfrentava um processo de impeachment. Vivenciei na pele os reflexos administrativos da mudança abrupta do comando do governo federal, momento no qual o então vice-presidente da República, Michel Temer (MDB), assumiu o cargo de mandatário na nação brasileira.
A turbulência era diretamente sentida por todos os municípios, inclusive por aqueles com estruturas similares a Chã Grande, sem receita própria significativa e dependendo exclusivamente de repasses federais que sempre se concretizavam abaixo da previsão de receita.
Apesar das muitas dificuldades provenientes do cenário nacional, além dos problemas cotidianos do município, a dura experiência valeu a pena e concluí a missão com a certeza de dever cumprido. A certeza de ter participado efetivamente de diversas importantes conquistas para município fazia valer cada segundo dedicado aquele desafio.
A foto de 2016, registra uma visita a uma das 19 ruas que foram contempladas, naquela gestão, com a construção de escadarias para facilitar e dignificar o acesso dos moradores às suas residências. Ao centro, Daniel Alves ladeado por Cleiton Pereira, então secretário de Governo, que aparece com com o braço sobre o ombro de Alfredo, na ponta direita. Do lado esquerdo, de blusa azul, o então secretário de Meio Ambiente, Marcelo Ferraz.
Eu, sentado, ao lado de um morador da localidade, que não escondia de ninguém a felicidade em ver sua rua de cara nova por ter recebido tão importante investimento em infraestrutura. Portador de deficiência física, ele enfrentava dificuldade de locomoção e comemorava a construção da escadaria.
Em tempo – Vale ressaltar as impressões digitais, naquela obra, de Jaime Veiga, então secretário de Infraestrutura. Aliás, seu DNA está presente em quase todas as obras do município a partir do ano de 1997.














