Ismael Alves – Passadas as eleições 2022, o prefeito Diogo Alexandre (Avante), de Chã Grande, saiu politicamente desestruturado do pleito eleitoral, apesar de ter alcançado votações majoritárias no município.
Diogo apoiou o Delegado Rossine (SD) para deputado estadual, sem sucesso. O senador apoiado por ele, André de Paula (SD) – o mesmo apoiado pelo ex-prefeito Daniel Alves – também não se elegeu. Diogo ainda perdeu para governador, considerando que apoiou a então candidata Marília Arraes (SD), derrotada por Raquel Lyra (PSDB).
Contudo, olhar para frente é a regra em tudo na vida, principalmente na política. E é isso que Diogo tem feito em busca de reestruturação, a começar pelo preenchimento da lacuna para deputado estadual.
O novo aliado do prefeito é Joaquim Lira (PV), político familiarizado com Chã Grande. O anúncio ainda não foi oficializado, mas nos bastidores da política o assunto não é novidade.
Joaquim Lira é o mesmo deputado estadual de Daniel Alves, ex-prefeito, que o apoia desde o ano de 2014, ocasião da sua primeira candidatura ao cargo legislativo.
Recentemente, Joaquim Lira chegou a se envolver na eleição da Câmara de Chã Grande, atribuindo esforços para garantir a permanência de Jorge Luis (PL) na presidência, mas a tentativa não logrou êxito. Naquele momento já era certa a parceria entre Diogo e Joaquim, considerando que era do interesse do gestor municipal a permanência de Jorge Luis na presidência da Casa.
Nesta quarta-feira, 15, Diogo fez uma publicação nas redes sociais acerca de uma agenda conjunta com Joaquim Lira, em Recife. Juntos, trataram com o Procurador-Geral de Justiça do Ministério Público de Pernambuco, Marcos Antônio de Matos, “sobre a permanência da Promotoria de Justiça”.
A aparição – que confirmou o assunto de bastidor – também levanta uma pergunta: Joaquim Lira vai deixar o grupo de Daniel Alves, seu aliado, ou todo mundo já integra o mesmo grupo político? Caso a resposta seja positiva, como isso refletirá nas eleições 2024, para a construção de uma chapa?














