
Ismael Alves – A criação de uma turma do curso de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com vagas exclusivas para beneficiários da reforma agrária, quilombolas e integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), gerou ampla polêmica no estado.
O edital nº 31/2025 da UFPE foi suspenso por decisão liminar da Justiça Federal em Pernambuco, após ação popular movida pelo vereador do Recife, Tadeu Calheiros (MDB). Ele argumentou que a medida feria os princípios da isonomia e da moralidade administrativa. Entidades médicas, como o Cremepe, o Simepe e a Ampe, também se manifestaram contra a iniciativa.
O deputado estadual Doriel Barros (PT) saiu em defesa do projeto, afirmando que o curso integra o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), que há 25 anos forma profissionais em diversas áreas. Para Doriel, trata-se de uma oportunidade para os “invisíveis”, abrangendo trabalhadores rurais, quilombolas e integrantes do MST.
Já o deputado estadual Joel da Harpa (PL) criticou a proposta, classificando-a como privilégio injustificado. O embate entre os dois parlamentares marcou as discussões recentes no plenário da Alepe.
O futuro do edital dependerá do julgamento do mérito da ação. Até lá, a seleção está suspensa por ordem judicial.












