
Ismael Alves – De tanto agredir o rosto da ex-namorada Juliana Garcia dos Santos Soares, de 35 anos, o ex-jogador de basquete Igor do Vale Oliveira, de 29, terminou com uma das mãos feridas. Juliana, no entanto, sofreu mais de 60 socos e teve múltiplas fraturas na face. Ela terá que passar por cirurgia de reconstrução e, mesmo com atendimento médico, não está livre de possíveis sequelas físicas e psicológicas que a acompanharão pelo resto da vida.
Mas não é para menos. Afinal, quem desferia os golpes era um homem com físico avantajado, ex-atleta profissional, habituado a usar a força, e que decidiu transformar um espaço fechado em palco de uma tentativa de feminicídio.
A tentativa de feminicídio e a estratégia da defesa
O crime ocorreu no último sábado (27), dentro do elevador de um condomínio de alto padrão em Natal, no Rio Grande do Norte. A ousadia do agressor terminou com a chegada da Polícia Militar. A fúria, então, deu lugar ao fingido abatimento. O homem que, instantes antes, espancava brutalmente, passou a “falar fino” diante dos agentes.
Como se não bastasse, sua defesa tenta agora transformar o caso em um suposto surto causado por “claustrofobia”, motivada por uma suposta “traição descoberta”, em uma narrativa que insulta a inteligência e a dor da vítima. Ou seja: enquanto Igor quase matou Juliana com as próprias mãos, seu advogado tenta agora matar sua dignidade.













