
Ismael Alves – O município de Goiana (PE) elegeu Marcílio Régio (União Progressista) como novo prefeito – e primeiro do União Progressista – em eleição suplementar realizada neste domingo (4), após a cassação do mandato de Eduardo Honório, vencedor das eleições de 2024. Marcílio obteve 54,10% dos votos válidos (28.122 votos), derrotando o prefeito interino Eduardo Batista (Avante), que recebeu 45,9% (23.860 votos) . A votação contou com 65.218 eleitores aptos, dos quais 82,76% (53.972) compareceram às urnas, registrando 1,53% de votos em branco e 2,16% nulos.
Contexto político e alianças estratégicas
Marcílio Régio, ex-vice-prefeito e aliado do ex-prefeito Eduardo Honório, construiu uma ampla coalizão com partidos como PT, PSB e MDB, além do apoio explícito do prefeito do Recife, João Campos (PSB), que participou ativamente de caminhadas e eventos de campanha. Campos celebrou a vitória nas redes sociais, afirmando que o resultado reflete “a confiança do povo de Goiana” e o legado de Honório .
Já Eduardo Batista (Avante), prefeito interino e aliado da governadora Raquel Lyra (PSD), não recebeu apoio público da chefe do Executivo estadual durante a campanha. A ausência de Raquel foi interpretada como uma estratégia para evitar desgaste político, optando por “governar com quem vencesse”.
Consequências políticas
A vitória de Marcílio é vista como uma conquista indireta de João Campos, que fortaleceu sua influência na região da Mata Norte, enquanto Raquel Lyra enfrenta críticas por não apoiar publicamente Batista, aliado de sua base. Analistas destacam que o resultado aponta uma fragmentação política em Pernambuco, com João Campos ampliando sua rede de apoio e Raquel Lyra mantendo uma postura cautelosa, além de fortalecer sua fama de dar as costas a aliados nos momentos de maior necessidade de apoio.










