Ismael Alves – O fechamento da Comarca de Chã Grande, na Mata Sul, soou como um grande ‘soco no estômago’ da população ainda em 2021. Um verdadeiro retrocesso sem precedentes para uma jovem sociedade em fase de desenvolvimento.
Depois disso, o grande e moderno prédio do Fórum ainda passou a contar com a atuação semanal da Promotoria de Justiça. Entretanto, o encerramento de 2023, também veio seguido da desativação da Promotoria e, consequentemente, da Vara da Infância no município, fatores que aumentam ainda mais o prejuízo de uma população condenada à falta de acesso à justiça.
A Promotoria passou a atuar em Gravatá e o prédio do Fórum agora não passa de um verdadeiro elefante branco.
Durante a solenidade de Diplomação e Posse dos conselheiros tutelares de Chã Grande, na última quarta-feira (10), o Promotor de Justiça, Ivan Viegas, lamentou o ocorrido durante sua fala, tecendo críticas ao que classificou como “desprestígio” para Chã Grande.
O prejuízo do fechamento da Comarca e a desativação da Promotoria de Justiça, também somam-se a outra grande perda: o fim dos plantões noturnos na delegacia de polícia civil. As ocorrências policiais no período da noite precisam ser registradas em Vitória ou Gravatá, fato relatado pelo conselheiro tutelar Gerônimo Valera, durante a solenidade de posse. Ele explicou que tal limitação é outro problema que torna mais difícil a atuação do conselho tutelar.
Perguntar não ofende
Como pode uma sociedade se desenvolver justa e igualitária se a população está condenada ao não acesso à justiça e aos elementos essenciais para a garantia dos seus direitos?













