
Ismael Alves – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) renovou a promessa da campanha eleitoral de 2022, ao afirmar, nesta quinta (20), que a picanha voltará a ser acessível à população.
O preço da carne disparou, acompanhando os alimentos em geral, principalmente o café e o ovo
“Agora, [o preço] a carne começou a cair, e pode estar certo que vai cair e o povo vai voltar a comer a sua picanha, a sua costela ou outro pedaço de carne que deseja”, disse Lula em entrevista à rádio Tupi FM, do Rio de Janeiro.
De acordo com ele, os alimentos tiveram uma disparada de preços no ano passado por causa das condições climáticas, como as enchentes no Rio Grande do Sul e a estiagem na maior parte do país. O mesmo motivo foi apontado no começo deste ano pelo ministro Rui Costa, da Casa Civil, para explicar o estouro do teto da meta de inflação, que ficou em 4,83%, principalmente por causa dos alimentos.
Ele também tentou explicar os motivos que levaram ao aumento do preço dos ovos, que chegaram a R$ 40 a caixa com 30 ovos, o que ele considerou um “absurdo”. Isso ocorreu, segundo ele, por causa da gripe aviária nos Estados Unidos, que levou ao abate de milhares de galinhas – o que provocou um aumento de importações do Brasil.
“O fato de você estar vendendo o produto em dólar, que está alto, não significa que você tem que colocar o preço brasileiro o mesmo preço que você exporta”, disse Lula emendando que vai marcar uma reunião com atacadistas para reduzir os preços dos ovos.
Lula também pontuou ter “certeza” que o governo conseguirá fazer os preços dos alimentos voltarem ao que ele chama de “padrões” para o bolso dos brasileiros.
“Nós estamos com a economia crescendo, inflação razoavelmente controlada, não há nada escapando do controle, tivemos um déficit fiscal de 0,09%, é quase zero, e portanto o nosso papel é fazer política para melhorar e baratear o custo de vida para o povo”, ressaltou.
Em outro momento, ele frisou que tem “responsabilidade fiscal” e que “é uma bobagem” se discutir corte de gastos, justificando pelo que considera um baixo déficit fiscal nas contas públicas no ano passado.
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