
Ismael Alves – A tentativa da governadora Raquel Lyra (PSDB) de atrair o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), para seu grupo político deu com os burros n’água. Apesar de ter sido o primeiro candidato a declarar apoio a Raquel no segundo turno das eleições de 2022, Miguel não teve seu gesto correspondido pela governadora e seu grupo, o que acabou por distanciá-los. A indiferença de Raquel abriu espaço para a aproximação de Miguel com o prefeito do Recife, João Campos (PSB), reafirmada com uma aparição dos dois, hoje, fazendo jus ao ditado popular que diz que “uma imagem fala mais que mil palavras”.
Miguel, que conquistou 880 mil votos (18% do total) na disputa pelo governo de Pernambuco em 2022, é cotado como possível candidato ao Senado na chapa encabeçada por João Campos para o governo do Estado em 2026.
Enquanto isso, Raquel Lyra, que não soube capitalizar o apoio inicial de Miguel, vê em sua frente um cenário desafiador. A falta de reciprocidade com o ex-prefeito de Petrolina pode ter custado uma importante aliança, afinal, já diz a sabedoria popular: “quem muito se ausenta um dia deixa de fazer falta”.










