
Ismael Alves – Viviane Facundes não tem que provar nada a ninguém. Decidiu disputar uma vaga na Assembleia Legislativa, teve coragem de enfrentar o desafio, foi às ruas e encarou uma campanha marcada por embates e ataques. Ao longo da caminhada, denunciou perseguições políticas, ataques pessoais e, na reta final, relatou ameaças e ofensas, chegando a registrar boletim de ocorrência.
Terminou a eleição com 7.996 votos em Pernambuco. Em Gravatá, seu principal reduto político, foram 6.049 votos, a maior votação obtida no município por um candidato a deputado estadual nas eleições de 2026.
Não conquistou uma cadeira na Alepe e ficou distante da eleição. Mas, em sua primeira disputa nas urnas, deixou um dado que não pode ser ignorado: mostrou que tem voto. E, sobretudo em Gravatá, mostrou uma força eleitoral que nenhum outro candidato a deputado estadual conseguiu superar, incluindo os que foram eleitos.
Ademais, há algo que também precisa ser considerado: Viviane não chegou às urnas depois de uma longa trajetória eleitoral. Foi sua primeira disputa. Entrou em uma eleição proporcional, enfrentou uma campanha difícil, recebeu ataques e, ainda assim, saiu dela com quase oito mil votos em todo o Estado e mais de seis mil somente em Gravatá.
Talvez esse seja o principal resultado de uma candidatura que, independentemente do desfecho eleitoral, já colocou Viviane Facundes em um novo patamar na política de Gravatá.











