
Ismael Alves – Até este domingo (4), João Campos (PSB) não conhecia uma derrota eleitoral. Desde 2018, quando disputou sua primeira eleição, o político havia construído uma trajetória marcada por vitórias nas urnas.
Naquele ano, foi eleito deputado federal com 460.387 votos, a maior votação já registrada por um candidato ao cargo em Pernambuco.
Em 2020, João Campos disputou a Prefeitura do Recife e chegou ao segundo turno. Na etapa decisiva, foi eleito com 447.913 votos (56,27%), derrotando Marília Arraes.
Reeleição histórica no Recife
Quatro anos depois, João voltou às urnas para tentar a permanência no comando da capital pernambucana. Em 2024, foi reeleito no primeiro turno com 725.721 votos, correspondentes a 78,11% dos votos válidos, maior votação já obtida por um prefeito do Recife em uma eleição.
Em 2026, porém, João Campos deixou a Prefeitura do Recife para disputar pela primeira vez o Governo de Pernambuco e teve pela frente a governadora Raquel Lyra (PSD), que buscava a renovação do mandato.
Depois de uma campanha intensa, marcada pelo confronto entre os dois principais candidatos, a definição ocorreu ainda no primeiro turno. Raquel Lyra recebeu 2.805.438 votos (53,27%), enquanto João Campos obteve 2.360.469 votos (44,82%), uma diferença de 444.969 votos.
O resultado de 4 de outubro marcou, portanto, a primeira derrota de João Campos em uma eleição disputada desde sua estreia nas urnas, em 2018.












