
Ismael Alves – A delegada da Polícia Civil de Pernambuco e candidata a deputada estadual pelo MDB, Natasha Dolci, criticou a política de segurança do governo Raquel Lyra (MDB) e defendeu a adoção de medidas de prevenção e proteção às mulheres como estratégia de enfrentamento ao feminicídio.
A declaração foi dada durante participação no Panorama Político desta quinta-feira (3), apresentado pelo editor deste blog, Ismael Alves, na Rádio Líder FM (98,5 MHz). Na entrevista, Natasha Dolci também apresentou uma de suas propostas para a área: a criação da Rede Mulher Protegida.
Segundo a delegada, a iniciativa prevê a realização de convênios com as prefeituras para garantir que todos os municípios tenham ao menos uma estrutura de atendimento às mulheres em situação de violência.
“Um dos meus projetos é o lançamento da Rede Mulher Protegida.”
A proposta, segundo Natasha, seria implementada mesmo em municípios onde não exista uma estrutura específica de atendimento. A ideia é que cada cidade tenha pelo menos uma porta de entrada, podendo ser uma sala dentro da própria prefeitura, com profissionais capacitados para orientar as vítimas.
“Que tenha uma psicóloga e um advogado para orientar essa mulher e, se necessário, ela ser encaminhada para uma rede de acolhimento, para uma casa de acolhimento, que pode ser regionalizada, e a gente conseguir evitar ao máximo esse feminicídio.”
Natasha Dolci critica política de segurança
Questionada sobre o crescimento dos casos de feminicídio em Pernambuco, a delegada afirmou que falta, na avaliação dela, “seriedade” no enfrentamento da violência contra a mulher.
“Falta seriedade, falta realmente uma polícia que realmente enfrente isso com seriedade, falta proteção e prevenção.”
Natasha também criticou a utilização de metas e indicadores como estratégia de avaliação da segurança pública. Para ela, o poder público precisa priorizar a prevenção antes de atuar apenas depois que o crime acontece.
“Então a gente, antes de procurar prender, a gente precisa prevenir. A gente precisa proteger essa mulher para que ela não seja vítima, para que o feminicídio reduza.”
A candidata ainda fez críticas à forma como, segundo ela, os dados da criminalidade são apresentados pelo governo de Pernambuco.
“A gente não pode ficar fazendo só simplesmente planilhas e simplesmente ficar vendo números sem saber realmente enfrentar a criminalidade do jeito que está acontecendo.”
Ao final, Natasha Dolci voltou a acusar o governo estadual de maquiar os números da violência, em uma crítica direta à política de segurança de Pernambuco.
“E a gente não pode só simplesmente maquiar os números, que é isso que eu sempre estou denunciando que é o que Pernambuco faz: maquia os números e não enfrenta realmente a criminalidade de Pernambuco.”












