
Ismael Alves – O vereador de Caruaru e candidato a deputado estadual Anderson Correia (PP) afirmou, em primeira mão ao Panorama Político desta quarta-feira (2), que acionará o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para pedir a prisão preventiva do homem que matou um cão a pauladas em Gravatá.
Anderson esteve no município nesta quarta-feira (2) ao lado de integrantes do Projeto Rabitos, que atua na defesa dos animais e acompanha o caso. O episódio foi registrado em vídeo por um morador e provocou repercussão após a prisão do acusado, que acabou liberado para responder ao processo em liberdade depois de passar por audiência de custódia.
Durante a entrevista ao programa apresentado pelo editor deste blog na Rádio Líder FM (98,5 MHz), Anderson afirmou que ficou perplexo com a violência praticada contra o animal e defendeu uma resposta mais rigorosa das autoridades.
“Eu fiquei muito perplexo porque a forma como esse indivíduo, ele mata um animal é de muita crueldade. Você pegar um pedaço de madeira e meter na cabeça do animal, como se o animal fosse qualquer coisa, a gente não pode aceitar, Ismael, atos como esses. A nossa própria Constituição, a maior lei do Brasil, ela veda esses atos. Então, tem uma vedação, uma proibição de atos cruéis aos animais.”
Anderson vai provocar o MPPE pela prisão preventiva
Segundo o vereador, a petição para provocar o Ministério Público já está pronta e será apresentada com o objetivo de pedir que a prisão do homem seja novamente requerida à Justiça.
“Então a gente de mediato se colocou à disposição do projeto Rabitos, que é um projeto daí de Gravatá, que a gente tem uma parceria. A gente quando soube da liberação dele na custódia, a gente já vai formular esse pedido para o Ministério Público, já está a petição pronta, pedindo para que o Ministério Público reveja essa decisão e requeira novamente a prisão desse indivíduo para que ele possa responder o processo preso.”
Anderson também explicou que a audiência de custódia não tem como finalidade julgar o mérito da acusação, mas avaliar a manutenção ou não da prisão.
“Isso não significa que ele saia hoje na custódia, não vai responder o processo, ele responde o processo em liberdade. Só que a gente quer que ele responder preso.”
Na avaliação do advogado animalista, a manutenção da prisão também teria um caráter pedagógico diante da gravidade do caso.
“Como é que a gente pode dar exemplo, Ismael? Como é que a gente vai dar exemplo às pessoas que maltratar os animais pode dar cadeia, se num ato como esse, convarde, que aconteceu aí, O indivíduo passa na audiência de custódia, que não se julga o mérito do crime que foi cometido, mas se vai ficar preso ou não.”
Anderson reconheceu que a prisão preventiva é uma medida excepcional, mas afirmou que pretende provocar o Ministério Público para que o pedido seja novamente levado ao Judiciário.
“A gente sabe que a exceção da exceção é a prisão. Mas para citar o exemplo em relação a um crime como esse que aconteceu, até para que outras pessoas não cometam, esse indivíduo tinha que ser convertido o flagrante em preventiva. Mas eu respeito o judiciário, mas diante da nossa atuação como advogado, a gente vai requerer sim, vai provocar o ministério público, para que o Ministério Público realmente peça ao juiz novamente a prisão desse indivíduo.”
Caso foi registrado em vídeo em Gravatá
O caso veio à tona após um morador registrar em vídeo o momento em que o cão é agredido a pauladas. As imagens foram utilizadas para denunciar o episódio às autoridades, levando à prisão do acusado.
Após a audiência de custódia, porém, o homem foi liberado e passou a responder ao processo em liberdade. É justamente contra essa situação que Anderson Correia pretende atuar, buscando que o MPPE requeira novamente a prisão preventiva.
A atuação no caso reforça a trajetória de Anderson Correia na defesa dos animais. Além de vereador de Caruaru, ele é advogado animalista e tem desenvolvido ações voltadas ao combate aos maus-tratos e à defesa de políticas públicas de proteção animal em Pernambuco.
A articulação em Gravatá ocorre em parceria com o Projeto Rabitos, que acompanha o caso e atua na proteção de animais no município.













