
Ismael Alves – A pré-candidata a deputada federal pelo PL de Pernambuco, Patrícia Leimig, destacou a defesa da inclusão de pessoas neurodivergentes como uma das principais motivações para sua entrada na política. Em entrevista ao Panorama Político, programa apresentado pelo editor deste blog na Rádio Líder FM (98,5 MHz), nesta quinta-feira (30), ela compartilhou a experiência pessoal e criticou o que classificou como uma abordagem “romantizada” do tema no debate público.
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Durante a conversa, Leimig relatou o processo de descoberta sobre superdotação, altas habilidades e dupla excepcionalidade dentro da própria família. Segundo ela, a busca por compreensão revelou não apenas desafios individuais, mas também a deficiência estrutural de inclusão em Pernambuco. “A inclusão não é uma realidade, é uma linda pauta. Quem não vive isso no dia a dia não tem noção”, afirmou.
A pré-candidata também fez críticas ao uso do termo “superdotação”, que, segundo ela, pode gerar interpretações equivocadas. Para Patrícia Liemig, a condição não representa uma vantagem, mas sim um funcionamento cerebral acelerado que traz consequências e exige atenção específica. “Não tem nada de romântico na neurodivergência. É preciso viver para entender”, disse.
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Ao final, ela reforçou o compromisso com a causa e se dirigiu a outras famílias que enfrentam situações semelhantes. “Eu vejo você, porque eu estou nesse lugar. E no que depender de mim, a inclusão e o respeito ao diferente vão ser uma realidade”, declarou.










